Concreto pré-moldado em obras de infraestrutura é algo longe de ser inédito no Brasil, mas num monotrilho é novidade

Concreto pré-moldado em obras de infraestrutura é algo longe de ser inédito no Brasil, mas num monotrilho é novidade

A utilização do concreto pré-moldado em obras de infraestrutura, como pontes e viadutos, já é tradicional no Brasil e pode ser vista na maioria das grandes obras atuais. Na área de monotrilhos, no entanto, é recente como essa própria modalidade de transporte no país: antes do projeto paulistano, foram implantados apenas dois, em Poços de Caldas (MG) e Rio de Janeiro, ambos pequenos empreendimentos privados. Mas, no mundo, diversas cidades contam há anos com monotrilhos em seus sistemas públicos de transporte, como Las Vegas (EUA), Kuala Lampur (Malásia) e Tóquio (Japão), entre outras.

Algumas dessas obras são muito antigas. O monotrilho de Wuppertal, na Alemanha, por exemplo, foi construído em 1901 e ainda se encontra em funcionamento. A modalidade, diga-se, não é do agrado de todos. Ainda que o modal seja mais barato que o metrô convencional e exija menor tempo de implantação, críticos afirmam que o sistema degrada a paisagem e carrega relativamente poucos passageiros na comparação com um ramal metroviário comum.

Ler mais

Técnica de execução poupa desvios e interdição total das vias durante as obras dos monotrilhos em São Paulo

Técnica de execução poupa desvios e interdição total das vias durante as obras dos monotrilhos em São Paulo

Principal obra pública em execução em São Paulo, mas com o seu cronograma bastante atrasado, o sistema de monotrilhos que cortará, com duas linhas férreas elevadas, trechos da zona leste e da zona sul da cidade está provando, de qualquer modo, que o uso do concreto pré-moldado é realmente o ideal para projetos desse tipo em grandes e congestionados centros urbanos.

Tanto na Linha 15-Prata – que em um primeiro momento ligará os bairros de Ipiranga e Sapopemba, em uma extensão de 13 km (já tem um pequeno trecho em operação) – como na Linha 17-Ouro, cujos 8 km iniciais ligarão o bairro do Morumbi ao Aeroporto de Congonhas, as obras estão se desenvolvendo com pouquíssimas interferências no tráfego de veículos e pedestres. Ambas as vias, que serão fisicamente integradas a linhas do metrô, passam por sobre movimentadas avenidas da cidade.

Ler mais

Saiba como é feita a recuperação das vigas de pontes e viadutos

Saiba como é feita a recuperação das vigas de pontes e viadutos

A maioria das pontes e viadutos foi construída durante as décadas de 1960 e 1970 e, atualmente, boa parte delas necessita de obras de reparo e recuperação uma vez que o volume de veículos que transita pelas obras de arte cresceu muito, ocasionando um dos problemas mais comuns nesse tipo de construção: a fissuração. Em geral, esses danos ocorrem na superestrutura por estar mais exposta aos danos, principalmente aqueles ocasionados pelas intempéries. Aqui cabe destacar a diferença entre recuperação e reforço. Quando uma ponte ou viaduto é recuperado, a sua capacidade original é restituída. No reforço, que pode ser feito após a recuperação, utiliza-se técnicas no concreto armado, como fibras de carbono ou metálicas, que atribuem capacidade adicional ao original nas obras de arte. Antes de verificar se a ponte ou viaduto precisa de um reforço ou recuperação deve-se acompanhar a NBR 9.452, que foi revisada em 2016 e define o padrão de inspeção a ser seguido pela equipe. “Se tratando de uma viga longarina ou viga principal de pontes ou viadutos, terá que fazer uma inspeção desse elemento estrutural verificando todas as anomalias”, afirma o engenheiro civil Rafael Timerman, da Engenti Engenharia e Consultoria. Ao detectar uma fissuração, que normalmente é causada pelos choques de veículos, deve-se fazer um estudo para saber os procedimentos a serem tomados, que dependem de muitos fatores. Normalmente, são feitos testes para identificar se a fissura é ativa ou passiva por meio de selos de vidro que permitem o monitoramento do comportamento da obra e a aplicação da melhor forma de tratamento e recuperação.

Ler mais