Disco giratório dentado de 1,2 m de diâmetro consegue abrir valas de até 60 cm de profundidade com rapidez. Veja como funciona uma valetadeira

Disco giratório dentado de 1,2 m de diâmetro consegue abrir valas de até 60 cm de profundidade com rapidez. Veja como funciona uma valetadeira

A solução de abertura de valas utilizada na obra da Ilha do Governador foi a valetadeira RTX 550, da Vermeer, que chegou ao Brasil no segundo semestre de 2015. Na ocasião, a RLP Engenharia fez a compra para viabilizar a demanda de obras que tinha com a proximidade dos Jogos Olímpicos. “Foi um equipamento que nos salvou, literalmente. Sem ele, não sei se a gente teria conseguido ter êxito em todos os projetos”, explica Thiago Cardoso, diretor da RLP. Quando a empresa adquiriu o equipamento, fez isso também pensando na nova tecnologia de microdutos e microcabos, que na época ainda não havia sido homologada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “A gente fez a compra pensando no futuro, justamente para ser o pioneiro na tecnologia, e hoje de fato somos”, conta o diretor, contente com a escolha do equipamento. Hoje em dia, a aplicação para microduto já é utilizada e confere uma boa vantagem, ao se considerar as interferências físicas encontradas pelo caminho.

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Contenção de valas viárias: sistema de escoramento combina estacas secantes (do tipo hélice) e blindagem

Contenção de valas viárias: sistema de escoramento combina estacas secantes (do tipo hélice) e blindagem

Foram necessários dois sistemas de escoramento de valas para garantir a segurança e a produtividade da escavação dos 8,5 m de profundidade da Estação Elevatória de Esgoto Alvorada, construída em 2015, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Na primeira fase da obra, cerca de 150 estacas secantes (hélices) foram instaladas. Em seguida, um sistema de blindagem também foi utilizado no trecho mais profundo. Ao todo, a obra levou oito meses para ser concluída.

Segundo Ricardo Marques, engenheiro supervisor da Tecnoplan Multi-Engenharia, empresa executora da obra, a escavação foi um desafio devido ao grande movimento na região. “Porque era uma área muito ocupada, já muito urbanizada, próxima da Avenida Ayrton Senna”, diz o engenheiro. Por isso, tanto a fase de estaqueamento quanto a de blindagem foram decisivas para o sucesso da escavação.

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Simplicidade executiva e custo competitivo caracterizam a solução de poços secantes para escavação de túneis

Simplicidade executiva e custo competitivo caracterizam a solução de poços secantes para escavação de túneis

Técnica construtiva utilizada no Brasil há menos de duas décadas, os poços secantes são uma solução desenvolvida em substituição à solução de abertura de vala a céu aberto para escavação de túneis. Consiste na construção de poços múltiplos conjugados de grande diâmetro, partindo do mesmo conceito empregado pelo método New Austrian Tunnelling Method (NATM).

Como um túnel vertical, os poços tiram proveito da geometria circular e das características do concreto projetado. “Essas estruturas trabalham à compressão com pequena excentricidade, de modo que é possível projetar estruturas de grandes dimensões com espessuras de concreto projetado relativamente pequenas”, explica o geólogo Hugo Cássio Rocha, ex-presidente do Comitê Brasileiro de Túneis e assessor técnico do Metrô de São Paulo. Ler mais