Projeto do Trecho Norte do Rodoanel de São Paulo está exigindo o emprego de tecnologias radicalmente não invasivas ao meio ambiente e aos bairros vizinhos

Projeto do Trecho Norte do Rodoanel de São Paulo está exigindo o emprego de tecnologias radicalmente não invasivas ao meio ambiente e aos bairros vizinhos

FICHA TÉCNICA
Obra:
 Rodoanel – Trecho Norte
Características: última fase de implementação do rodoanel, que completa o percurso em torno do centro da capital paulista, interligando os acessos às principais rodovias.
Localização: municípios de São Paulo, Guarulhos e Arujá
Coordenação: Dersa – Desenvolvimento Rodoviário S/A
Construção: Construcap
Fornecimento de pré-lajes para tabuleiros: M3SP Engenharia
Início: 2013
Conclusão prevista: 2018

Última etapa do projeto do Rodoanel Mário Covas – a via de contorno de 177 quilômetros que interligará dez rodovias estaduais e federais que chegam à região metropolitana de São Paulo -, o Trecho Norte, que deve ser entregue ao tráfego em março de 2018, após cinco anos de obras, é o que mais tem exigido o uso de tecnologias não invasivas, tanto no aspecto ambiental como no construtivo propriamente dito.

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O que avaliar na hora de escolher entre comprar ou locar fôrmas e escoramentos

O que avaliar na hora de escolher entre comprar ou locar fôrmas e escoramentos

Diante da desaceleração contínua no setor da construção, a menor quantidade de projetos acabou estimulando uma forte concorrência no segmento de fôrmas e escoramentos. A diversidade desses sistemas construtivos ainda é grande e inovações não faltam, mas ainda cabe às construtoras decidirem pela modalidade de contratação e os sistemas mais adequados nesse cenário.

Fatores como velocidade de execução, tipologia estrutural, número de reutilizações, sistemas de fôrmas e escoramentos e verba disponível são determinantes e devem ser considerados na hora de tomar essa decisão.

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Saiba mais sobre os materiais que podem ser usados na recuperação de pontes e viadutos

Saiba mais sobre os materiais que podem ser usados na recuperação de pontes e viadutos

A adequada inspeção das obras de arte para a identificação das patologias é o primeiro passo para a escolha dos materiais e das técnicas empregadas na recuperação das estruturas de concreto. Duas normas técnicas orientam o construtor nesse sentido: a NBR 16.230:2013 – Inspeção de Estruturas de Concreto – Qualificação e Certificação de Pessoal – Requisitos, com uma série de ensaios para avaliação, e a norma NBR 9.452:2016 – Inspeção de pontes, viadutos e passarelas de concreto, reunindo os tipos de inspeção (inicial, rotineira, especial e extraordinária).

A pesquisadora Adriana de Araújo, do Laboratório de Corrosão e Proteção do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), explica que, se são visualizadas manchas e fissuras de corrosão na obra de arte, é importante averiguar a extensão do problema, sendo recomendada a realização do ensaio de potencial de corrosão, bem como o exame visual de trechos recémexpostos da armadura. “No caso de edificações expostas a ambientes agressivos e/ou com problemas de corrosão das armaduras, é sempre recomendado que a inspeção contemple a realização de ensaios não destrutivos, incluindo ensaios eletroquímicos, além da usual inspeção visual dos elementos e outras partes constituintes das estruturas, como juntas, aparelho de apoio, revestimento das fachadas, sistema de drenagem de água pluvial etc.”, diz.

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Entenda como está sendo realizada a recuperação do viaduto Santo Amaro, que foi danificado após um incêndio em fevereiro

Entenda como está sendo realizada a recuperação do viaduto Santo Amaro, que foi danificado após um incêndio em fevereiro

O incêndio ocorrido após o choque entre dois caminhões na madrugada do dia 13 de fevereiro expôs parte da estrutura do viaduto Santo Amaro, na zona Sul de São Paulo, a temperaturas de até 600ºC, de acordo com um dos laudos contratados pela prefeitura para avaliar os danos causados na obra. O acidente envolveu um caminhão de combustível e outro que carregava açúcar na Avenida dos Bandeirantes, sob o viaduto, provocando um incêndio que se prolongou por várias horas. O prefeito Fernando Haddad (PT) chegou a anunciar que o viaduto teria que ser demolido, mas, após a realização de avaliações e ensaios pela Concremat Engenharia e pelo Falcão Bauer Centro Tecnológico de Controle de Qualidade, a prefeitura optou pela recuperação.

De acordo com o engenheiro Ariovaldo José Lopes, superintendente de obras viárias da prefeitura, o incêndio provocou perda substancial da resistência do concreto e do aço em vários pontos da construção. Inaugurada em 1969, a obra recebeu há quatro anos um reforço com fibra de carbono nos oito pilares e quatro encontros da estrutura, formada por dois tabuleiros (pistas) unidos por uma passarela de pedestres na parte central do viaduto. Foram construídas 28 paredes em cada encontro, totalizando 112 paredes, com espessura de 30 cm cada. “Em relação ao concreto e ao aço, houve pontos que sofreram mais influência do fogo, mas, basicamente, a fibra de carbono queimou em toda a extensão”, diz Lopes.

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