Projetos para estações elevatórias de esgoto em Santa do Parnaíba, em São Paulo, são desenvolvidos em BIM

Projetos para estações elevatórias de esgoto em Santa do Parnaíba, em São Paulo, são desenvolvidos em BIM

O Construtivo e a JHE, empresas de consultoria e tecnologia no setor de engenharia e construção, desenvolveram para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) o projeto em Building Information Modeling (BIM) de duas estações elevatórias de esgoto na região de Santana do Parnaíba, em São Paulo.

“Seguindo essa modelagem em todas as suas etapas – concepção, projetos básico e executivo e execução da obra, os empreendimentos terão qualidade de construção, prazo e custos compatíveis com o que foi previsto. Temos a consciência de que como empresa gerenciadora, devemos nos preparar para acompanhar a evolução dos processos técnicos de elaboração de projetos e execução de obras e com isso melhor atender as necessidades dos clientes”, explicou o engenheiro da JHE, Orlando Cassettari.

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ETE Pararangaba, em São José dos Campos (SP), tem capacidade de 405 litros por segundo e atende cerca de 25% da população da cidade

ETE Pararangaba, em São José dos Campos (SP), tem capacidade de 405 litros por segundo e atende cerca de 25% da população da cidade

O sistema possui capacidade de 405 litros por segundo e atende 170 mil habitantes da região leste da cidade (cerca de 25% da população). Ao todo, foram investidos R$ 107,8 milhões. A obra foi dividida em duas etapas: na primeira delas, a Sabesp contratou o consócio Sanevap (formado pelas empresas GS Inima Brasil, Construtora Elevação e Cesbe Engenharia), que foi responsável pela construção da ETE, de alguns trechos coletores e também de duas estações elevatórias. Na segunda etapa, a empresa contratada foi a Enpasa Engenharia, que fez mais sete estações elevatórias e o restante dos coletores. Ao todo, foram 37 km de coletores-tronco, 26 km de redes de esgotos, 1.726 ligações domiciliares e oito estações elevatórias, além da própria estação de tratamento.

Conforme lembra Sidney Silva, coordenador de empreendimentos da Sabesp e responsável pela construção da ETE Pararangaba, o maior desafio se deu logo no início, em junho de 2013, quando a empresa detectou que o solo não estava adequado para a construção. “Nós tínhamos uma área prevista para executar a obra. Quando fomos iniciar os serviços, detectamos que o solo estava muito instável, e uma reconfiguração do solo iria custar muito, pois a gente teria que fazer uma injeção de solo cimento”, explica o coordenador.

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Uso de tubos de PEAD avança no subsolo das cidades brasileiras

Uso de tubos de PEAD avança no subsolo das cidades brasileiras

Quase sempre atrelado a um programa de redução de perdas nos sistemas de esgotamento sanitário e drenagem pluvial das cidades, a utilização de tubos de Polietileno de Alta Densidade (PEAD) em substituição ao concreto começa a ser mais frequente no Brasil. “Estes tubos já existem no País há mais de 30 anos, mas seu uso se expandiu neste século, após a decisão da Companhia de Saneamento de São Paulo (Sabesp) de adotá-lo”, afirma Hélio Rosas, diretor da Sanit Engenharia, especializada em obras de saneamento.

Os tubos em PEAD têm parede dupla. Por dentro, ela é sempre muito lisa, o que lhe confere um teor de condutividade hidráulica superior. “As características hidráulicas são excelentes. A superfície interna garante um coeficiente de atrito extremamente baixo”, diz Rosas. Por fora, podem ser lisos ou corrugados, sendo que o exterior corrugado intensifica sua resistência mecânica e a força estrutural do tubo. Segundo o diretor da Sanit, o tubo liso é usado em redes pressurizadas quando há, por exemplo, uma estação elevatória e o corrugado, que é mais barato, é aplicado nos pontos despressurizados.

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