Entenda como está sendo realizada a recuperação do viaduto Santo Amaro, que foi danificado após um incêndio em fevereiro

Entenda como está sendo realizada a recuperação do viaduto Santo Amaro, que foi danificado após um incêndio em fevereiro

O incêndio ocorrido após o choque entre dois caminhões na madrugada do dia 13 de fevereiro expôs parte da estrutura do viaduto Santo Amaro, na zona Sul de São Paulo, a temperaturas de até 600ºC, de acordo com um dos laudos contratados pela prefeitura para avaliar os danos causados na obra. O acidente envolveu um caminhão de combustível e outro que carregava açúcar na Avenida dos Bandeirantes, sob o viaduto, provocando um incêndio que se prolongou por várias horas. O prefeito Fernando Haddad (PT) chegou a anunciar que o viaduto teria que ser demolido, mas, após a realização de avaliações e ensaios pela Concremat Engenharia e pelo Falcão Bauer Centro Tecnológico de Controle de Qualidade, a prefeitura optou pela recuperação.

De acordo com o engenheiro Ariovaldo José Lopes, superintendente de obras viárias da prefeitura, o incêndio provocou perda substancial da resistência do concreto e do aço em vários pontos da construção. Inaugurada em 1969, a obra recebeu há quatro anos um reforço com fibra de carbono nos oito pilares e quatro encontros da estrutura, formada por dois tabuleiros (pistas) unidos por uma passarela de pedestres na parte central do viaduto. Foram construídas 28 paredes em cada encontro, totalizando 112 paredes, com espessura de 30 cm cada. “Em relação ao concreto e ao aço, houve pontos que sofreram mais influência do fogo, mas, basicamente, a fibra de carbono queimou em toda a extensão”, diz Lopes.

Ler mais

Pontes Laguna e Itapaiúna remodelam sistema viário na zona Sul de São Paulo

Pontes Laguna e Itapaiúna remodelam sistema viário na zona Sul de São Paulo

As pontes Laguna e Itapaiúna são a concretização de uma grande leva de investimentos recentes na remodelação viária nos bairros Morumbi e Chácara Santo Antônio, na zona Sul da cidade de São Paulo. Essa região abriga o principal eixo de desenvolvimento imobiliário da capital paulista, onde estão sendo erguidas edificações corporativas, residenciais e complexos comerciais. Em torno das obras da iniciativa privada, há um conjunto de projetos para desafogar o trânsito pesado nas vias, um dos principais gargalos da região. Além das pontes, outro projeto importante de mobilidade é o prolongamento da Av. Dr. Chucri Zaidan, abrindo novos caminhos nesses bairros para motoristas e usuários do transporte coletivo.

Boa parte dos recursos para as pontes é custeada pelos títulos negociados dentro da Operação Urbana Água Espraiada, aprovada em 2001, cujo orçamento é de R$ 3,4 bilhões. Outra parte dos recursos é uma demanda direta da prefeitura como contrapartida pelos megaempreendimentos que intensificarão o movimento de veículos nos seus arredores.

Ler mais

Novo complexo viário do Joá, no Rio de Janeiro, desafiou engenharia para superar trecho de encosta

Novo complexo viário do Joá, no Rio de Janeiro, desafiou engenharia para superar trecho de encosta

O Novo Joá, projeto de reestruturação da via que liga São Conrado (zona Sul) à Barra da Tijuca (zona Oeste), no Rio de Janeiro, está prestes a ser finalizado. As obras começaram no segundo semestre de 2014 e estão 95% concluídas, com previsão de entrega até o próximo mês. O novo traçado faz parte do pacote de obras viárias para a Olimpíada e tem o objetivo de aumentar em 35% a capacidade de tráfego na região. O complexo engloba um novo elevado e dois novos túneis paralelos aos já existentes, além de um viaduto, uma ponte, uma ciclovia e o alargamento das vias Ministro Ivan Lins e Autoestrada Lagoa-Barra.

Orçada em R$ 457,9 milhões, a obra foi idealizada pela Fundação Geo-Rio e realizada pela construtora Odebrecht. Confira a seguir os sistemas construtivos empregados e os principais desafios da engenharia: Ler mais