Recém-inaugurada, nova ponte sobre a Marginal Pinheiros, em São Paulo, usa sistema de balanço sucessivo para garantir prazo e vencer o vão de 113 metros

Recém-inaugurada, nova ponte sobre a Marginal Pinheiros, em São Paulo, usa sistema de balanço sucessivo para garantir prazo e vencer o vão de 113 metros

Um sistema de balanço sucessivo com quatro carros que trabalham simultaneamente foi a solução encontrada pela Odebrecht Infraestrutura para garantir a produtividade da construção da Ponte Itapaiúna, na Marginal Pinheiros, em São Paulo. A flexibilidade do sistema assegurou redução de 30% do tempo de construção, uma vez que permitiu adaptar a forma de acordo com a geometria curvilínea da ponte. A obra começou em julho de 2014 e foi concluída em setembro de 2016.

Além da questão da flexibilidade, a escolha do sistema se deu devido ao grande vão que entre as duas extremidades do Rio Pinheiros tem aproximadamente 113 m de comprimento. Por isso, se não fosse essa tecnologia, seria necessário construir dois pilares centrais para suportar a ponte, o que exigiria mobilização de equipamentos embarcados em balsas, como martelos, guindastes e outros recursos operacionais. A empresa também precisaria obter uma licença ambiental que justificasse a intervenção no leito do rio.

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Pontes Laguna e Itapaiúna remodelam sistema viário na zona Sul de São Paulo

Pontes Laguna e Itapaiúna remodelam sistema viário na zona Sul de São Paulo

As pontes Laguna e Itapaiúna são a concretização de uma grande leva de investimentos recentes na remodelação viária nos bairros Morumbi e Chácara Santo Antônio, na zona Sul da cidade de São Paulo. Essa região abriga o principal eixo de desenvolvimento imobiliário da capital paulista, onde estão sendo erguidas edificações corporativas, residenciais e complexos comerciais. Em torno das obras da iniciativa privada, há um conjunto de projetos para desafogar o trânsito pesado nas vias, um dos principais gargalos da região. Além das pontes, outro projeto importante de mobilidade é o prolongamento da Av. Dr. Chucri Zaidan, abrindo novos caminhos nesses bairros para motoristas e usuários do transporte coletivo.

Boa parte dos recursos para as pontes é custeada pelos títulos negociados dentro da Operação Urbana Água Espraiada, aprovada em 2001, cujo orçamento é de R$ 3,4 bilhões. Outra parte dos recursos é uma demanda direta da prefeitura como contrapartida pelos megaempreendimentos que intensificarão o movimento de veículos nos seus arredores.

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