Trecho duplicado da rodovia Régis Bittencourt, em São Paulo, recebeu 36 pontes e viadutos e extenso estudo de traçado para respeitar a legislação ambiental

Trecho duplicado da rodovia Régis Bittencourt, em São Paulo, recebeu 36 pontes e viadutos e extenso estudo de traçado para respeitar a legislação ambiental

Para entender as metodologias utilizadas na duplicação da BR-116 no trecho da Serra do Cafezal, entre os municípios paulistas de Juquitiba e Miracatu, é preciso conhecer sua história. A rodovia Régis Bittencourt foi inaugurada em 1961, com a duplicação começando na segunda metade dessa década, conforme conta o engenheiro Eneo Palazzi, diretor-superintendente da Arteris, concessionária que administra a rodovia desde 2008.

Assim, seus 401,6 km de extensão começaram a ser duplicados simultaneamente a partir das extremidades: Taboão da Serra (747 m de altitude em relação ao nível do mar), na Região Metropolitana de São Paulo; e Curitiba (934 m de altitude). Os 100 km entre a Grande São Paulo e Juquitiba estão em planalto, com poucos desníveis. Daí até Miracatu, exatamente o trecho da Serra do Cafezal, são 700 m de desnível em apenas 30 km. Depois, a rodovia segue praticamente plana por cerca de 120 km, quando chega à Barra do Turvo e começa a recuperar a altitude perdida, o que ocorre em três lances, até chegar na capital paranaense. Ler mais