Escolhido consórcio que vai estudar o processo de desestatização da Cedae, no Rio de Janeiro

Escolhido consórcio que vai estudar o processo de desestatização da Cedae, no Rio de Janeiro

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou na última terça-feira (15) que o consórcio composto pelo Banco Fator S/A, Concremat Engenharia e Tecnologia S/A e Vernalha Guimarães & Pereira Advogados Associados foi o vencedor da licitação para a escolha da consultoria que vai estudar a desestatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio de Janeiro.

Realizado por meio de pregão eletrônico, a concorrência recebeu um lance de R$ 6,787 milhões do grupo, o equivalente a 75,12% de deságio em relação ao valor máximo estimado pelo BNDES, de R$ 27,273 milhões. Após a assinatura do contrato, que deverá acontecer nas próximas semanas, o consórcio terá sete meses para conclusão de seus trabalhos.

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ETE Pararangaba, em São José dos Campos (SP), tem capacidade de 405 litros por segundo e atende cerca de 25% da população da cidade

ETE Pararangaba, em São José dos Campos (SP), tem capacidade de 405 litros por segundo e atende cerca de 25% da população da cidade

O sistema possui capacidade de 405 litros por segundo e atende 170 mil habitantes da região leste da cidade (cerca de 25% da população). Ao todo, foram investidos R$ 107,8 milhões. A obra foi dividida em duas etapas: na primeira delas, a Sabesp contratou o consócio Sanevap (formado pelas empresas GS Inima Brasil, Construtora Elevação e Cesbe Engenharia), que foi responsável pela construção da ETE, de alguns trechos coletores e também de duas estações elevatórias. Na segunda etapa, a empresa contratada foi a Enpasa Engenharia, que fez mais sete estações elevatórias e o restante dos coletores. Ao todo, foram 37 km de coletores-tronco, 26 km de redes de esgotos, 1.726 ligações domiciliares e oito estações elevatórias, além da própria estação de tratamento.

Conforme lembra Sidney Silva, coordenador de empreendimentos da Sabesp e responsável pela construção da ETE Pararangaba, o maior desafio se deu logo no início, em junho de 2013, quando a empresa detectou que o solo não estava adequado para a construção. “Nós tínhamos uma área prevista para executar a obra. Quando fomos iniciar os serviços, detectamos que o solo estava muito instável, e uma reconfiguração do solo iria custar muito, pois a gente teria que fazer uma injeção de solo cimento”, explica o coordenador.

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Canalização dos córregos Água Preta e Sumaré devem diminuir transtornos causados pelas chuvas na Zona Oeste de São Paulo

Canalização dos córregos Água Preta e Sumaré devem diminuir transtornos causados pelas chuvas na Zona Oeste de São Paulo

Reconhecida pela existência de muitas ruas com declive acentuado, favorecendo o acúmulo da água das chuvas nos pontos mais baixos do bairro, a região entre Perdizes e Pompeia, na zona Oeste da capital paulista, ganhará um reforço para sanar o problema com a construção de novas galerias de canalização dos córregos Água Preta e Sumaré. A ideia geral do projeto é prover dois grandes pontos de captação nas áreas de maior concentração – para o Água Preta, a confluência da Av. Pompeia com a Av. Francisco Matarazzo e a R. Palestra Itália e, para o Sumaré, a Praça Marrey Júnior -, levando a água para desembocar na Marginal do Rio Tietê.

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Veja como deve ser feita a instalação de poços de visita monolíticos de polietileno

Veja como deve ser feita a instalação de poços de visita monolíticos de polietileno

Resolver o problema de infiltração na rede de esgotamento sanitário é a principal promessa dos poços de visita (PV) feitos de polietileno rotomoldado, que têm ganhado maior visibilidade no Brasil recentemente. Totalmente estanques, os chamados PVs monolíticos em polietileno (PE) impedem que a água infiltre, ao contrário daqueles construídos de concreto e alvenaria que, com o tempo, racham e tornam a rede de esgoto subdimensionada e transbordam o esgoto (que precisa ser bombeado) para o sistema de drenagem existente ou para cursos d’água.

A peça é composta de quatro partes: no topo, a chaminé (ou prolongador) tem 0,60 cm de diâmetro nominal (DN) e 0,50 cm de altura; o cone conecta-se ao elevador, e a base (de 1 m DN) abriga até cinco canaletas de entrada e uma de saída (todas com DN entre 150 mm e 300 mm). Anéis de elastômero fazem a vedação das conexões, que permitem adaptadores de transição para tubos de outros materiais (tubos de PVC liso ou corrugado).

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Uso de tubos de PEAD avança no subsolo das cidades brasileiras

Uso de tubos de PEAD avança no subsolo das cidades brasileiras

Quase sempre atrelado a um programa de redução de perdas nos sistemas de esgotamento sanitário e drenagem pluvial das cidades, a utilização de tubos de Polietileno de Alta Densidade (PEAD) em substituição ao concreto começa a ser mais frequente no Brasil. “Estes tubos já existem no País há mais de 30 anos, mas seu uso se expandiu neste século, após a decisão da Companhia de Saneamento de São Paulo (Sabesp) de adotá-lo”, afirma Hélio Rosas, diretor da Sanit Engenharia, especializada em obras de saneamento.

Os tubos em PEAD têm parede dupla. Por dentro, ela é sempre muito lisa, o que lhe confere um teor de condutividade hidráulica superior. “As características hidráulicas são excelentes. A superfície interna garante um coeficiente de atrito extremamente baixo”, diz Rosas. Por fora, podem ser lisos ou corrugados, sendo que o exterior corrugado intensifica sua resistência mecânica e a força estrutural do tubo. Segundo o diretor da Sanit, o tubo liso é usado em redes pressurizadas quando há, por exemplo, uma estação elevatória e o corrugado, que é mais barato, é aplicado nos pontos despressurizados.

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Lixeiras enterradas com acionamento hidráulico garantem coleta rápida e evitam acúmulo de resíduos nas vias públicas

Lixeiras enterradas com acionamento hidráulico garantem coleta rápida e evitam acúmulo de resíduos nas vias públicas

As lixeiras enterradas com acionamento hidráulico proporcionam a retirada de resíduos das vias públicas de forma higiênica, segura e rápida. Nessa solução, lixeiras com alta resistência são instaladas nos passeios, e o lixo descartado pelos usuários cai em um contêiner que fica dentro de uma caixa de concreto no subsolo, apoiado em uma plataforma. Por meio de controle remoto, a plataforma pode ser elevada até um nível acima da superfície, expondo o contêiner para que o lixo possa ser recolhido por um caminhão.

O acionamento hidráulico é muito mais simples do que outras soluções de coleta subterrânea de resíduos, como a coleta a vácuo, na qual as lixeiras são conectadas a um complexo e extenso sistema de tubos subterrâneos e a centrais de sucção. O sistema é formado por lixeiras com tampa acionável por meio de leitura de cartão com identificação por radiofrequência (RFID); uma plataforma elevatória metálica com acionamento hidráulico; contêineres; caminhões de coleta, e um software para a gestão remota de coleta, indicando quando é hora de esvaziar os recipientes de lixo no subsolo. Os contêineres soterrados reduzem o contato de usuários com o material em decomposição e contaminado. Também eliminam o mau cheiro e o risco de entupimento de bocas de lobo – algo comum quando o lixo fica depositado no chão. O custo total das lixeiras enterradas varia de R$ 3.000 a R$ 70.000, conforme o modelo e o número de bocas coletoras.

Há dois modelos principais de lixeiras subterrâneas com acionamento hidráulico. O chamado sidetainer tem contêineres de até 4.000 l e é caracterizado pela descarga lateral dos recipientes. O sistema abre uma tampa a 90º, eleva o contentor ao nível da rua, e o procedimento de troca de lixo demora aproximadamente três minutos. Já o bigtainer suporta até 20.000 l. Externamente, as lixeiras são idênticas às do sidetainer, mas a maneira de troca dos recipientes diferencia esse tipo. O contêiner é retirado a partir do guincho de um caminhão roll on roll off e substituído em 15 minutos.

O primeiro passo para instalar essa solução de coleta de lixo envolve definir o lugar e o tipo de contêiner que será adotado, além de obter a aprovação e a autorização de órgãos ambientais, secretarias de obras e de serviços e, eventualmente, consultar as concessionárias que possuem infraestrutura subterrânea nas proximidades.

A seguir, conheça mais detalhes do sistema:

1. Caixa subterrânea
No tipo sidetainer, as dimensões padrão da caixa subterrânea, com a tampa aberta, variam de 3,21 m a 5,46 m de comprimento por 2 m de largura e 2,35 m de altura. A caixa deve ser de concreto armado e ter conexões de energia elétrica para alimentar os sistemas de RFID, de sinais sonoros e visuais acionados durante a troca de contêineres e de informações remotas emitidas à central de controle da concessionária – a disposição das conexões depende das especificações de cada projeto. O topo da estrutura da plataforma metálica deve ficar a 6 cm da superfície para facilitar o nivelamento da tampa com a cobertura do pavimento.

2. Área externa
As dimensões recomendadas variam conforme o número de bocas coletoras, mas o caminhão tipo carga lateral requer o espaço de um leito carroçável para operar. O veículo estaciona alinhado às lixeiras.

3. Tampa
A tampa da plataforma, com um sistema de vedação de alta performance, reduz a possibilidade de entrada d’água na estrutura subterrânea, mas o equipamento pode precisar de um sistema adicional de sucção (bomba) ou ligação com a rede fluvial. Ela também possui dispositivos sonoros e luminosos que alertam os pedestres quando a plataforma elevatória é acionada.

4. Lixeira e contêiner
A lixeira é feita, assim como os contêineres, de aço galvanizado com pintura antipichação e antiferrugem e dura até dez anos. A abertura do equipamento é feita por meio de cartão magnético entregue a usuários cadastrados pela concessionária.

5. Sistema hidráulico
Alimentado por energia elétrica ou pela energia do caminhão de coleta, a força hidráulica é necessária para elevar o equipamento até a superfície. Um pequeno motor hidráulico, instalado no caminhão de coleta, eleva o equipamento e retira os contêineres. Há também a operação por içamento, em que a responsável pela coleta instala um sistema de munck que eleva o contentor e o encaixa na traseira do veículo.

FONTES: Logística Ambiental de São Paulo (Loga); Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb); e Contemar Ambiental

 

Conheça os parâmetros de projeto, execução, operação e manutenção dos piscinões

Conheça os parâmetros de projeto, execução, operação e manutenção dos piscinões

Os reservatórios para controle de cheias, conhecidos como piscinões, são estruturas usadas para deter ou reter o volume de águas pluviais, amortecendo os picos de enchentes em áreas urbanas. “Essas estruturas se tornam fundamentais para reorganizar os escoamentos e mitigar os efeitos das inundações em sistemas de drenagem”, explica Marcelo Gomes Miguez, professor-associado da Escola Politécnica e Programa de Engenharia Civil/Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Na etapa de dimensionamento dos piscinões, é preciso analisar se eles serão implantados de modo corretivo, como reforço de capacidade de vazão de sistemas de drenagem, ou de modo preventivo. “Isso irá determinar o volume e a capacidade de vazão do reservatório”, explica Aluísio Canholi, diretor da Hidrostudio Engenharia e coordenador de diversos planos de drenagem no Estado de São Paulo. Ler mais

Conheça o sistema de drenagem superficial linear com grelha ranhurada

Conheça o sistema de drenagem superficial linear com grelha ranhurada

O sistema de microdrenagem superficial linear com uso de grelha ranhurada é uma das soluções empregadas no projeto de requalificação dos calçadões do centro da cidade de São Paulo. Promovido pela prefeitura, o projeto está na fase piloto, com obras em andamento na Rua Sete de Abril, que será transformada em passeio.

As intervenções incluem, além do novo sistema de drenagem, a instalação de pisos removíveis autolimpantes, lixeiras enterradas e novo mobiliário urbano e terão custo de R$ 2,2 milhões nesta primeira área, com 3.120 m². A expectativa é de que as obras na via fiquem prontas até abril, e depois o projeto deve ser estendido para outras ruas da região central da capital paulista, cobrindo cerca de 60 mil m². Ler mais