Técnica de recuperação de pavimentos executa uma camada de concreto sobre pavimento flexível deteriorado

Técnica de recuperação de pavimentos executa uma camada de concreto sobre pavimento flexível deteriorado

Whitetopping é o recapeamento de pavimentos asfálticos com concreto. O termo se refere à cor cinza-claro do concreto, a cobertura branca (whitetopping em inglês), que reveste um pavimento de asfalto deteriorado. Um dos atrativos dessa técnica de recuperação, além de aproveitar a estrutura do pavimento já existente, é a durabilidade do pavimento restaurado. A vida útil de um pavimento restaurado com concreto em suas camadas superiores é idêntica a de um pavimento de concreto integralmente novo: 30 anos. Com o emprego do concreto como revestimento e base, as camadas inferiores ficam sujeitas a esforços reduzidos em comparação a um pavimento asfáltico, o que garante sua preservação por mais anos.

A peculiaridade do whitetopping está em ser colocado diretamente sobre a superfície do antigo pavimento, requerendo somente preparo prévio quando houver um estágio avançado de deterioração funcional ou estrutural – em muitos casos, basta a fresagem do pavimento flexível.

O concreto empregado no whitetopping é o mesmo usado tradicionalmente em pavimentos rígidos, com resistência característica à tração na flexão (fctM,k) da ordem de 4,5 MPa (medida aos 28 dias). Veja as principais etapas da execução de um whitetopping com barras de transferência e algumas soluções manuais. Ler mais

Simplicidade executiva e custo competitivo caracterizam a solução de poços secantes para escavação de túneis

Simplicidade executiva e custo competitivo caracterizam a solução de poços secantes para escavação de túneis

Técnica construtiva utilizada no Brasil há menos de duas décadas, os poços secantes são uma solução desenvolvida em substituição à solução de abertura de vala a céu aberto para escavação de túneis. Consiste na construção de poços múltiplos conjugados de grande diâmetro, partindo do mesmo conceito empregado pelo método New Austrian Tunnelling Method (NATM).

Como um túnel vertical, os poços tiram proveito da geometria circular e das características do concreto projetado. “Essas estruturas trabalham à compressão com pequena excentricidade, de modo que é possível projetar estruturas de grandes dimensões com espessuras de concreto projetado relativamente pequenas”, explica o geólogo Hugo Cássio Rocha, ex-presidente do Comitê Brasileiro de Túneis e assessor técnico do Metrô de São Paulo. Ler mais

Trecho duplicado da rodovia Régis Bittencourt, em São Paulo, recebeu 36 pontes e viadutos e extenso estudo de traçado para respeitar a legislação ambiental

Trecho duplicado da rodovia Régis Bittencourt, em São Paulo, recebeu 36 pontes e viadutos e extenso estudo de traçado para respeitar a legislação ambiental

Para entender as metodologias utilizadas na duplicação da BR-116 no trecho da Serra do Cafezal, entre os municípios paulistas de Juquitiba e Miracatu, é preciso conhecer sua história. A rodovia Régis Bittencourt foi inaugurada em 1961, com a duplicação começando na segunda metade dessa década, conforme conta o engenheiro Eneo Palazzi, diretor-superintendente da Arteris, concessionária que administra a rodovia desde 2008.

Assim, seus 401,6 km de extensão começaram a ser duplicados simultaneamente a partir das extremidades: Taboão da Serra (747 m de altitude em relação ao nível do mar), na Região Metropolitana de São Paulo; e Curitiba (934 m de altitude). Os 100 km entre a Grande São Paulo e Juquitiba estão em planalto, com poucos desníveis. Daí até Miracatu, exatamente o trecho da Serra do Cafezal, são 700 m de desnível em apenas 30 km. Depois, a rodovia segue praticamente plana por cerca de 120 km, quando chega à Barra do Turvo e começa a recuperar a altitude perdida, o que ocorre em três lances, até chegar na capital paranaense. Ler mais