Reservatório de Jucazinho, no agreste de Pernambuco, passou por obras de renovação e reparos essenciais, depois de identificadas fissuras na estrutura de concreto

Reservatório de Jucazinho, no agreste de Pernambuco, passou por obras de renovação e reparos essenciais, depois de identificadas fissuras na estrutura de concreto

Construída em 1998, a Barragem de Jucazinho é o maior reservatório de Pernambuco, com 70 m de altura e 430 m de largura. Responde pelo fornecimento de água para cerca de 800.000 pessoas de 15 municípios da região. No início de 2016, a barragem entrou em colapso, em decorrência da pior seca dos últimos 60 anos no estado. Agora, preparada para o período de chuvas, atingiu em abril último 6,2 milhões m³ – capacidade total de reserva é de 327 milhões m³.

“O clima muito seco e as chuvas esporádicas causaram muitas infiltrações pelas fissuras e juntas da estrutura de concreto da barragem, que foi se deteriorando e apresentando descamação parcial de suas superfícies”, conta o engenheiro Cláudio Ourives, diretor executivo da Penetron Brasil, responsável pela tecnologia empregada na obra de recuperação. Assim que as chuvas retornassem, a estrutura desidratada poderia se romper e pôr em perigo a cidade vizinha de Surubim e até mesmo inundar Recife, a 124 km de distância. O que se configurava como ameaça para mais de 3 milhões de habitantes.

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Tecnologia para garantir a segurança

Os trabalhos de restauração começaram em janeiro de 2017. Para selar as fissuras e reduzir a permeabilidade da superfície, as paredes de concreto foram tratadas com uma combinação de produtos fornecidos pela Penetron: resina de poliuretanto flexível, selante líquido aplicado por pulverização, e argamassa cimentícia modificada por polímero.

A injeção da resina foi usada para selar 6.000 m de juntas de concreto. Já o selante reativo foi aplicado em mais de 20.000 m² das paredes da barragem, com uma espessura de 2 cm.

Concorreu para a escolha dos produtos cristalizantes o fato de não serem tóxicos e  isentos de compostos orgânicos voláteis (COVs). Solução ideal para um reservatório que fornece água para a população. “Renovada, a Barragem de Jucazinho está pronta para a água!”, comemora Cláudio Ourives, diretor executivo da Penetron Brasil.

O projeto

O projeto de recuperação da Barragem de Jucazinho foi desenvolvido pela JLC Engenharia de Projetos e Consultoria, contratada pela Concrepoxi Engenharia, de Recife. Seu diretor, o engenheiro
Luiz Eduardo Cardoso, projetista de estrutura de concreto armado e protendido, explica que as estruturas fundamentais recuperadas foram as de paramento – parede vertical com variação de seção e 80 cm de espessura até 60 cm na crista da barragem.

“Havia um problema muito severo de lixiviação e carbonatação. O concreto compactado a rolo (CCR) do núcleo da barragem se mostrava altamente permeável e o conjunto manifestava uma série de infiltrações muito nocivas. Havia grande concentração de umidade, inclusive no túnel de inspeção para acesso ao sistema hidráulico”, diz Cardoso.

O projeto contemplou a recuperação do paramento e também da base da barragem, o que foi feito com estacas injetadas. Já a recuperação do substrato foi um grande desafio pela dificuldade de acesso e pelo trabalho realizado em temperatura altíssi-ma, que chegava a 50ºC, e com vento. Daí a necessidade de especificação de um produto que pudesse ser ensaiado em laboratório, simulando o microclima local. A JLC Engenharia definiu a meto-dologia e o laboratório para os ensaios, que foi o Holanda Engenharia.

“A melhor solução foi o uso de selante líquido fornecido pela Penetron, para não só reduzir a permeabilidade do concreto, mas também toda a parte de reação dos silicatos com a pasta de cimento”, diz o engenheiro, explicando que o processo de lixiviação rouba hidróxidos de cálcio não estáveis do cimento, gerando a carbonatação. Era preciso, ainda, recuperar o pH e criar uma estrutura que pudesse suportar toda ação da pressão hidrostática, garantindo permeabilidade zero à estrutura.

As juntas longitudinais chamadas Fungenband foram substituídas por jun-tas em Ômega, que também eram pontos críticos de grande concentração e infil-tração de água sob pressão. Além do tratamento do substrato, foi preciso atuar dentro do túnel. Em alguns trechos, o teto dessa galeria, estruturado a partir do CCR, já tinha desabado por processo de corrosão e falta de armaduras principais. Ele foi totalmente recuperado e as anco-ragens, refeitas.

“Utilizamos na reconstituição dessas seções concreto projetado aditivado com cristalizante. Esse cristalizante, além de se incorporar à estrutura do concreto, cria um sistema de impermeabilização e de proteção da armadura contra agentes  agressivos, evitando novas corrosões. O trabalho ficou muito adequado, porquehavia vários veios de infiltração de água. O emprego do cristalizante associado a injeções de poliuretano trouxe resultados muito satisfatórios”, comenta Cardoso.

Avaliações pós-obra indicam uma melhora significativa do comportamento da barragem, tanto estrutural quanto da sua vitalidade. “Isso é uma vitória”, conclui

ENTREVISTA COM O ENGENHEIRO BRUNO VENTURA, DIRETOR TÉCNICO DA CONCREPOXI

De que forma atuam os aditivos cristalizantes na recuperação de fissuras em estruturas de concreto?

No caso da Barragem de Jucazinho, nos utilizamos o aditivo cristalizante em concreto novo. No barramento de montante utilizamos resina de poliuretano para fissuras maiores que 0,05 mm e um selador de concreto com penetração reativa em todo o paredão. Esse produto, também fornecido pela Penetron, é um selador líquido pronto para uso aplicado por spray que forma uma barreira subsuperficial que protege o concreto contra a penetração de água e sela as fissuras capilares. Quando borrifa-do em uma superfície de concreto total-mente limpo, ele reage com o concreto para formar um gel subsuperficial. Esse gel sela poros, capilares e fissuras. Deve ser utilizado após a abertura dos vasos capilares por hidrojateamento, aplica-se o selador, que é um produto a base de silicato de sódio, que tem a capacidade de penetração entre 25 mm a 30 mm nos capilares do concreto até sua matriz, conferindo uma selagem suficiente para impedir o ingresso da água, sais, ácidos e cloretos. A aplicação deve ocorrer imediatamente após a abertura dos capilares, ainda com o substrato na condição “SSS”. Caso contrário o substrato deverá ser umedecido para que a aplicação seja realizada. A saturação é importante para a ativação do silicato com os hidróxidos no interior dos vasos capilares, desde a matriz até a superfície do substrato.

Fale especificamente sobre a experiência de recuperação da Barragem de Jucazinho: qual foi o problema apresentado pelo cliente e de que forma a Penetron realizou o reparo?

O estudo inicial, feito pelo cliente, Dnocs, apontava basicamente três problemas: a. alto índice de porosidade no barramento de montante; b. fissuras “leves” em todo o barramento de montante; c. fissuras estruturais nas duas ombreiras da barragem. Para resolver o problema da porosidade no barramento de montante, foi executado um hidrojateamente com ultrapressão (9.000 psi), aplicação do selador reativo e a aplicação de 2 cm de argamassa estrutural projetada. Nas fissuras, fizermos a injeção de resina de poliuretano. Já nas fissuras estruturais nas duas ombreiras, executamos uma cortina de injeções em rocha profunda.

Como ocorreu a deterioração da estrutura? É normal em barragens dessa natureza? O que fazer para prevenir?

A deterioração da estrutura está diretamente ligada à manutenção contínua. Após 20 anos de construída, esta foi a primeira intervenção de sua manutenção na estrutura. Para prevenir é de suma importância a manutenção contínua.

Revisão da demanda inicial, que não considerava a demolição total da superestrutura, provocou uma adequação de projeto à nova necessidade estrutural da ponte

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Durante a análise da estrutura pré-existente e as questões viárias impostas pelos cliente, identificou-se a necessidade de adequação do projeto para inserir uma terceira pista no projeto da nova ponte. A Concrejato Engenharia deu início ao plano de demolição enquanto se desenvolvia o projeto executivo da nova ponte. “Para isso, seria necessário realizar a proteção do leito do rio com a construção do apara entulhos. Foi construído um flutuante específico para a realização dos serviços de infraestrutura da ponte”, explica a engenheira Maria Aparecida Soukef. Segundo a profissional, uma das grandes dificuldades do projeto foi o estudo para o desmonte do tabuleiro e vigas protendidas (ver croqui abaixo).

O projeto básico já tinha essa diretriz inicial, que é um grande diferencial técnico, pois é economicamente mais viável, evitando escoramento da estrutura. Além disso, é um processo limpo com pouco material de descarte posterior, mais sustentável. O processo é todo fabricado fora do local, dando mais agilidade ao processo executivo. Da mesma forma que a execução das pré-lajes de concreto, no lugar de formas de madeira, que garantem o conceito de obra limpa.

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Após demolição de estrutura de concreto pré-existente, engenheiros promovem recuperação da ponte no interior paulista com estrutura mista de aço e concreto de comportamento monolítico

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A Rodovia Assis Chateau-briand (SP-425) tem importante papel no transporte rodoviário e na eco-nomia da região, e apresenta um traçado transversal do Estado de São Paulo. O eixo viário propicia conexões com outras importantes rodovias, como a Washington Luís (SP-310), a BR-153 (Transbrasiliana), a Marechal Rondon (SP-300) e a Raposo Tavares (SP 270), entre outras, fazendo também ligações de importantes cidades como Barretos, São José do Rio Preto e Presidente Prudente, e a de tantas cidades nos entornos de seu percurso com 499 km de extensão – de Miguelópolis, ao norte, a Pirapozinho, no sudoeste do Estado. “Não foram fornecidos documentos oficiais ou extraoficiais que possibilitassem uma verificação e/ou datação das construções, tanto da rodovia quanto da ponte que transpõe o Rio do Peixe. No entanto, informações de moradores da região e mesmo de representantes do DER-SP apontam que as construções originais existem há aproximadamente 60 anos”, explica Maria Aparecida Soukef, diretora operacional da Concrejato Engenharia e responsável pela obra. A falta de documentação original acerca do projeto de construção da ponte inviabilizou o acesso a aspectos técnicos e procedimentos utilizados na constituição das estruturas. “Sabe-se que, tempos mais tarde, em razão do aumento do tráfego e de suas características, foram feitas obras de melhorias, inclusive a ampliação da ponte do lado jusante do rio, para a criação de uma terceira faixa no local”, comenta Soukef.

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Sistema solar é projeto-piloto para as demais estações no Distrito Federal

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FICHA TÉCNICA

Localização: Ceilândia Sul, Distrito Federal
Conclusão: Outubro de 2017
Projeto e execução: Cápua Projetos e Construções

CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA IMPLEMENTADO

O sistema fotovoltaico para geração de energia elétrica é formado pelos seguintes elementos:

-Módulos fotovoltaicos
-Estrutura metálica de suporte dos módulos fotovoltaicos
-Inversor AC/DC
-Cabos de conexão
-Dispositivos de proteção CC e CA

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Inaugurada há 3 meses no Distrito Federal, a Estação Solar Guariroba possui sistema de captação solar fotovoltaico com capacidade de gerar 228 mil kW/ano

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Na ocasião da inauguração, em 20 de outubro, o governador de Brasília Rodrigo Rollemberg destacou a preocupação ecológica do sistema que é o primeiro desta natureza a ser implantado na América Latina, e o quarto no mundo. “Esse sistema vai significar economia de R$ 50 mil a R$ 60 mil por mês para o metrô, e o nosso objetivo é ampliar isso para outras estações”, disse.

De acordo com o Metrô-DF, o sistema abastecerá toda a estação. O projeto–piloto de mini geração de energia limpa reduzirá, a médio prazo, as contas de luz da companhia. Em concorrência nacional para instalar o sistema, na qual disputaram 38 empresas, a vencedora do pregão eletrônico foi a Cápua Projetos e Construções Ltda. que atuou por meio de sua subsidiária Héstia Energy. Segundo Daniela Diniz, diretora técnica do Metro-DF, “a matriz sustentável implementada segue determinação do governador do DF, Rodrigo Rollemberg, de investimentos do poder público em energias renováveis e mobilidade limpa”. Diniz reforça que nas demais estações do sistema, a energia usada já é proveniente de fontes limpas, de matriz hidrelétrica.

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Potência variada é a chave do sistema implantado na capital amazonense

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O QUE É
Para a modernização do parque de iluminação de Manaus, foram utilizados dois modelos: Street Light (V2) e Street Light (Pico-LE), ambos da Ledstar, marca criada em 2011 pela Unicoba. São produtos voltados para a iluminação de vias públicas, pátios e parques, que possuem uma potência típica que varia de 40 W a 240 W, podendo chegar a 320 W no caso do Street Light (V2). Conforme explica Peter Cabral, diretor de eficiência energética e smart cities da empresa, o projeto de Manaus compreende várias potências, que variam de acordo com as especificações e a hierarquia viária de cada município. Em termos gerais, quanto mais complexa uma via, maior a sua classificação. No caso de uma via local com pouco fluxo de veículos e pedestres, a posição na classificação também é mais baixa. “A norma brasileira de iluminação pública e luminárias de LED compreende valores específicos em termos de resultados para atendimento a cada uma dessas classificações viárias”, explica Cabral. Dessa forma, a partir do momento em que a prefeitura aufere o Plano Diretor Viário já se sabe quanto a Avenida Eduardo Ribeiro, por exemplo, deve entregar em termos de resultado de intensidade de iluminação (lux).

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Manaus pode ser a primeira capital a substituir 100% dos sistemas convencionais de iluminação por lâmpadas de LED

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Com 42.268 novos pontos de iluminação de LED, a cidade de Manaus é a capital que mais investe na substituição de tecnologia. São gastos cerca de R$ 85 milhões anualmente – somente em 2015, foram R$ 110 milhões

Atualmente, Manaus (AM) tem 33,4% de sua rede de iluminação com luminárias de LED, e a previsão é de que esteja 100% coberta pela tecnologia até 2020.

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Conheça o sistema de laje alveolar

O QUE É 

O modelo de laje alveolar fornecido pela Alveolare Brasil para as obras de expansão do Metrô de São Paulo é constituído de painéis de concreto protendido que possuem seção transversal e alvéolos longitudinais. Essas peças são produzidas em concreto de alta resistência à compressão (fck = 50 MPa) e com aços especiais para protensão. O alvéolo longitudinal serve para garantir uma redução do peso da laje, além de melhor desempenho estrutural. “Em uma laje de 16 cm, por exemplo, consomem-se 8 cm só de concreto. Então, retira-se metade do peso da laje mantendo praticamente a mesma resistência”, explica André Pagliaro, sócio-fundador da empresa fornecedora. Os alvéolos são limitados por paredes de concreto chamadas de alma ou nervuras.

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Data center é construído em apenas sete meses na Grande São Paulo

A fundação executada em sistema de hélice contínua e estacas moldadas in loco recebeu as peças de concreto pré-moldado

Sete meses foi o tempo necessário para ser erguido o primeiro data center da Odata, empresa especializada em infraestrutura para servidores de distribuição de dados em larga escala. Localizado em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, o empreendimento foi construído dentro do prazo graças à escolha do método construtivo com peças pré-moldadas, além do esforço de uma equipe que envolveu 1.498 profissionais ao longo de todo o período de projeto e edificação. Ao todo, foram investidos R$ 400 milhões.

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