Aneel conclui primeiro leilão de energia de 2018, com investimentos de R$ 5 bilhão

Aneel conclui primeiro leilão de energia de 2018, com investimentos de R$ 5 bilhão

Em abril, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou o Leilão Nº 01/2018 – “A-4”. O preço médio ao final das negociações foi de R$ 124,75 por MWh, com deságio de 59,07% em relação aos preços-tetos estabelecidos, representando uma economia de R$ 9,73 bilhões para os consumidores de energia.

Com deságio de 73,49%, os projetos eólicos foram negociados a R$ 67,60/MWh e os solares a R$ 118,07/MWh, deságio de 62,16% frente ao preço inicial. Os menores preços já negociados até o leilão de hoje eram de R$ 97,49/MWh para empreendimentos eólicos e de R$ 143,50/MWh para solares. Ler mais

Reservatório de Jucazinho, no agreste de Pernambuco, passou por obras de renovação e reparos essenciais, depois de identificadas fissuras na estrutura de concreto

Reservatório de Jucazinho, no agreste de Pernambuco, passou por obras de renovação e reparos essenciais, depois de identificadas fissuras na estrutura de concreto

Construída em 1998, a Barragem de Jucazinho é o maior reservatório de Pernambuco, com 70 m de altura e 430 m de largura. Responde pelo fornecimento de água para cerca de 800.000 pessoas de 15 municípios da região. No início de 2016, a barragem entrou em colapso, em decorrência da pior seca dos últimos 60 anos no estado. Agora, preparada para o período de chuvas, atingiu em abril último 6,2 milhões m³ – capacidade total de reserva é de 327 milhões m³.

“O clima muito seco e as chuvas esporádicas causaram muitas infiltrações pelas fissuras e juntas da estrutura de concreto da barragem, que foi se deteriorando e apresentando descamação parcial de suas superfícies”, conta o engenheiro Cláudio Ourives, diretor executivo da Penetron Brasil, responsável pela tecnologia empregada na obra de recuperação. Assim que as chuvas retornassem, a estrutura desidratada poderia se romper e pôr em perigo a cidade vizinha de Surubim e até mesmo inundar Recife, a 124 km de distância. O que se configurava como ameaça para mais de 3 milhões de habitantes.

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Tecnologia para garantir a segurança

Os trabalhos de restauração começaram em janeiro de 2017. Para selar as fissuras e reduzir a permeabilidade da superfície, as paredes de concreto foram tratadas com uma combinação de produtos fornecidos pela Penetron: resina de poliuretanto flexível, selante líquido aplicado por pulverização, e argamassa cimentícia modificada por polímero.

A injeção da resina foi usada para selar 6.000 m de juntas de concreto. Já o selante reativo foi aplicado em mais de 20.000 m² das paredes da barragem, com uma espessura de 2 cm.

Concorreu para a escolha dos produtos cristalizantes o fato de não serem tóxicos e  isentos de compostos orgânicos voláteis (COVs). Solução ideal para um reservatório que fornece água para a população. “Renovada, a Barragem de Jucazinho está pronta para a água!”, comemora Cláudio Ourives, diretor executivo da Penetron Brasil.

O projeto

O projeto de recuperação da Barragem de Jucazinho foi desenvolvido pela JLC Engenharia de Projetos e Consultoria, contratada pela Concrepoxi Engenharia, de Recife. Seu diretor, o engenheiro
Luiz Eduardo Cardoso, projetista de estrutura de concreto armado e protendido, explica que as estruturas fundamentais recuperadas foram as de paramento – parede vertical com variação de seção e 80 cm de espessura até 60 cm na crista da barragem.

“Havia um problema muito severo de lixiviação e carbonatação. O concreto compactado a rolo (CCR) do núcleo da barragem se mostrava altamente permeável e o conjunto manifestava uma série de infiltrações muito nocivas. Havia grande concentração de umidade, inclusive no túnel de inspeção para acesso ao sistema hidráulico”, diz Cardoso.

O projeto contemplou a recuperação do paramento e também da base da barragem, o que foi feito com estacas injetadas. Já a recuperação do substrato foi um grande desafio pela dificuldade de acesso e pelo trabalho realizado em temperatura altíssi-ma, que chegava a 50ºC, e com vento. Daí a necessidade de especificação de um produto que pudesse ser ensaiado em laboratório, simulando o microclima local. A JLC Engenharia definiu a meto-dologia e o laboratório para os ensaios, que foi o Holanda Engenharia.

“A melhor solução foi o uso de selante líquido fornecido pela Penetron, para não só reduzir a permeabilidade do concreto, mas também toda a parte de reação dos silicatos com a pasta de cimento”, diz o engenheiro, explicando que o processo de lixiviação rouba hidróxidos de cálcio não estáveis do cimento, gerando a carbonatação. Era preciso, ainda, recuperar o pH e criar uma estrutura que pudesse suportar toda ação da pressão hidrostática, garantindo permeabilidade zero à estrutura.

As juntas longitudinais chamadas Fungenband foram substituídas por jun-tas em Ômega, que também eram pontos críticos de grande concentração e infil-tração de água sob pressão. Além do tratamento do substrato, foi preciso atuar dentro do túnel. Em alguns trechos, o teto dessa galeria, estruturado a partir do CCR, já tinha desabado por processo de corrosão e falta de armaduras principais. Ele foi totalmente recuperado e as anco-ragens, refeitas.

“Utilizamos na reconstituição dessas seções concreto projetado aditivado com cristalizante. Esse cristalizante, além de se incorporar à estrutura do concreto, cria um sistema de impermeabilização e de proteção da armadura contra agentes  agressivos, evitando novas corrosões. O trabalho ficou muito adequado, porquehavia vários veios de infiltração de água. O emprego do cristalizante associado a injeções de poliuretano trouxe resultados muito satisfatórios”, comenta Cardoso.

Avaliações pós-obra indicam uma melhora significativa do comportamento da barragem, tanto estrutural quanto da sua vitalidade. “Isso é uma vitória”, conclui

ENTREVISTA COM O ENGENHEIRO BRUNO VENTURA, DIRETOR TÉCNICO DA CONCREPOXI

De que forma atuam os aditivos cristalizantes na recuperação de fissuras em estruturas de concreto?

No caso da Barragem de Jucazinho, nos utilizamos o aditivo cristalizante em concreto novo. No barramento de montante utilizamos resina de poliuretano para fissuras maiores que 0,05 mm e um selador de concreto com penetração reativa em todo o paredão. Esse produto, também fornecido pela Penetron, é um selador líquido pronto para uso aplicado por spray que forma uma barreira subsuperficial que protege o concreto contra a penetração de água e sela as fissuras capilares. Quando borrifa-do em uma superfície de concreto total-mente limpo, ele reage com o concreto para formar um gel subsuperficial. Esse gel sela poros, capilares e fissuras. Deve ser utilizado após a abertura dos vasos capilares por hidrojateamento, aplica-se o selador, que é um produto a base de silicato de sódio, que tem a capacidade de penetração entre 25 mm a 30 mm nos capilares do concreto até sua matriz, conferindo uma selagem suficiente para impedir o ingresso da água, sais, ácidos e cloretos. A aplicação deve ocorrer imediatamente após a abertura dos capilares, ainda com o substrato na condição “SSS”. Caso contrário o substrato deverá ser umedecido para que a aplicação seja realizada. A saturação é importante para a ativação do silicato com os hidróxidos no interior dos vasos capilares, desde a matriz até a superfície do substrato.

Fale especificamente sobre a experiência de recuperação da Barragem de Jucazinho: qual foi o problema apresentado pelo cliente e de que forma a Penetron realizou o reparo?

O estudo inicial, feito pelo cliente, Dnocs, apontava basicamente três problemas: a. alto índice de porosidade no barramento de montante; b. fissuras “leves” em todo o barramento de montante; c. fissuras estruturais nas duas ombreiras da barragem. Para resolver o problema da porosidade no barramento de montante, foi executado um hidrojateamente com ultrapressão (9.000 psi), aplicação do selador reativo e a aplicação de 2 cm de argamassa estrutural projetada. Nas fissuras, fizermos a injeção de resina de poliuretano. Já nas fissuras estruturais nas duas ombreiras, executamos uma cortina de injeções em rocha profunda.

Como ocorreu a deterioração da estrutura? É normal em barragens dessa natureza? O que fazer para prevenir?

A deterioração da estrutura está diretamente ligada à manutenção contínua. Após 20 anos de construída, esta foi a primeira intervenção de sua manutenção na estrutura. Para prevenir é de suma importância a manutenção contínua.

Orçadas em R$ 313,20 milhões, obras de ampliação e reforma do Aeroporto de Rio Branco são entregues

Orçadas em R$ 313,20 milhões, obras de ampliação e reforma do Aeroporto de Rio Branco são entregues

O Governo Federal entregou na última semana a obra de manutenção e ampliação do Aeroporto Plácido de Castro, em Rio Branco, no Acre, orçada em R$ 178,2 milhões. O terminal de passageiros ganhou novas salas de embarque e desembarque doméstico e internacional, aumentando a capacidade operacional de 1,3 milhão para 2,4 milhões de usuários por ano.

O aeroporto recebeu também escadas rolantes, 16 novas posições de check-in, uma esteira para restituição de bagagens e um elevador. Foram disponibilizadas quatro lojas para locadoras de veículos, salas para órgãos públicos e novos quiosques, lojas e praça de alimentação.

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Obras do BRT Norte-Sul em Goiânia são retomadas pelo Governo Federal

Obras do BRT Norte-Sul em Goiânia são retomadas pelo Governo Federal

O presidente Michel Temer, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, e o vice-governador de Goiânia, José Eliton, participaram em março da assinatura de ordem de serviços para a retomada das obras do Trecho 2 do Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul. A primeira fase prevê a entrega ainda neste ano do corredor de ônibus entre o Terminal Recanto do Bosque e a Praça do Trabalhador, na capital goiana.

Com a ordem de serviço assinada, o Governo Federal repassará os recursos para a Prefeitura de Goiânia. Serão investidos no eixo mais de R$ 192 milhões, sendo R$ 140 milhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 52,6 de contrapartida do órgão municipal.

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Governo Federal inclui 31 novos projetos no Programa de Parcerias de Investimentos

Governo Federal inclui 31 novos projetos no Programa de Parcerias de Investimentos

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) qualificou em março 31 novos empreendimentos que já vinham sendo estudados e amadurecidos pela equipe da Secretaria do PPI e dos Ministérios do Governo Federal. O setor mais beneficiado foi o de energia, com 24 Lotes de Linhas de Transmissão integrados ao programa.

Esses projetos farão parte do leilão nº 02/2018, a ser realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), gerando cerca de R$ 8 bilhões em investimentos em diversos estados.

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Senado aprova acordo para a construção de uma nova ponte entre o Brasil e o Paraguai

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Em março, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal aprovou um acordo feito pelos governos do Brasil e do Paraguai para a construção de uma ponte entre os municípios de Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai. A estrutura passará sobre o Rio Paraguai e deverá ser custeada em partes iguais pelos governos das duas nações.

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Plano Nacional de Logística, que define investimentos até 2025, está em consulta pública

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O Governo Federal abriu consulta pública sobre o Plano Nacional de Logística (PNL), que prevê os empreendimentos necessários para otimizar a infraestrutura até o ano de 2025. A proposta foi elaborada pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), vinculada à Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), com apoio do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação e parceria do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea).

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Revisão da demanda inicial, que não considerava a demolição total da superestrutura, provocou uma adequação de projeto à nova necessidade estrutural da ponte

Revisão da demanda inicial, que não considerava a demolição total da superestrutura, provocou uma adequação de projeto à nova necessidade estrutural da ponte

Durante a análise da estrutura pré-existente e as questões viárias impostas pelos cliente, identificou-se a necessidade de adequação do projeto para inserir uma terceira pista no projeto da nova ponte. A Concrejato Engenharia deu início ao plano de demolição enquanto se desenvolvia o projeto executivo da nova ponte. “Para isso, seria necessário realizar a proteção do leito do rio com a construção do apara entulhos. Foi construído um flutuante específico para a realização dos serviços de infraestrutura da ponte”, explica a engenheira Maria Aparecida Soukef. Segundo a profissional, uma das grandes dificuldades do projeto foi o estudo para o desmonte do tabuleiro e vigas protendidas (ver croqui abaixo).

O projeto básico já tinha essa diretriz inicial, que é um grande diferencial técnico, pois é economicamente mais viável, evitando escoramento da estrutura. Além disso, é um processo limpo com pouco material de descarte posterior, mais sustentável. O processo é todo fabricado fora do local, dando mais agilidade ao processo executivo. Da mesma forma que a execução das pré-lajes de concreto, no lugar de formas de madeira, que garantem o conceito de obra limpa.

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Após demolição de estrutura de concreto pré-existente, engenheiros promovem recuperação da ponte no interior paulista com estrutura mista de aço e concreto de comportamento monolítico

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A Rodovia Assis Chateau-briand (SP-425) tem importante papel no transporte rodoviário e na eco-nomia da região, e apresenta um traçado transversal do Estado de São Paulo. O eixo viário propicia conexões com outras importantes rodovias, como a Washington Luís (SP-310), a BR-153 (Transbrasiliana), a Marechal Rondon (SP-300) e a Raposo Tavares (SP 270), entre outras, fazendo também ligações de importantes cidades como Barretos, São José do Rio Preto e Presidente Prudente, e a de tantas cidades nos entornos de seu percurso com 499 km de extensão – de Miguelópolis, ao norte, a Pirapozinho, no sudoeste do Estado. “Não foram fornecidos documentos oficiais ou extraoficiais que possibilitassem uma verificação e/ou datação das construções, tanto da rodovia quanto da ponte que transpõe o Rio do Peixe. No entanto, informações de moradores da região e mesmo de representantes do DER-SP apontam que as construções originais existem há aproximadamente 60 anos”, explica Maria Aparecida Soukef, diretora operacional da Concrejato Engenharia e responsável pela obra. A falta de documentação original acerca do projeto de construção da ponte inviabilizou o acesso a aspectos técnicos e procedimentos utilizados na constituição das estruturas. “Sabe-se que, tempos mais tarde, em razão do aumento do tráfego e de suas características, foram feitas obras de melhorias, inclusive a ampliação da ponte do lado jusante do rio, para a criação de uma terceira faixa no local”, comenta Soukef.

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