Brasil sobe para a oitava posição do ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica

Em 2017, o Brasil subiu uma posição no ranking de capacidade instalada de energia eólica elaborado pelo GWEC (Global World Energy Council, na sigla em inglês), com 12,76 GW. Agora o País ocupa o oitavo lugar, ultrapassando o Canadá (12,24 GW).

“O Brasil vem galgando posições no Ranking Mundial de Capacidade Instalada Total de Energia Eólica de forma consistente. Em 2015, nós entramos no Ranking em 10º lugar e, desde então, subimos uma posição por ano”, explica Élbia Gannoum, Presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). O ranking é composto pela China (188,23 GW), Estados Unidos (89,08 GW), Alemanha (56,13 GW), Índia (32,85 GW), Espanha (23,17 GW), Reino Unido (18,87 GW) e França (13,76 GW).

Já no ranking de nova capacidade instalada no ano o Brasil está em sexto lugar, tendo instalado 2,02 GW de nova capacidade em 2016. Nesta categorização, o Brasil caiu uma posição, já que o Reino Unido subiu do nono para o quarto lugar, instalando 4,27 GW de capacidade de energia eólica em 2017.

“Neste ranking, o que conta é o resultado específico do ano, então há bastante variação. Em 2012, por exemplo, estivemos em oitavo lugar e em 2015, ano de instalação recorde até agora para nós, estivemos em quarto lugar. A tendência é que a gente ainda oscile mais, visto que em 2019 e 2020 nossas instalações previstas são menores porque ficamos sem leilão por quase dois anos no período 2016/2017, o que vai se refletir no resultado de 2019 e 2020”, explica Elbia.

O Brasil tem mais de 500 parques eólicos, abastecendo 11% do país e mais de 60% da região Nordeste na época chamada “safra de ventos”, que vai de junho a novembro. “Nos últimos anos, e especialmente no ano passado, as eólicas salvaram o Nordeste de um racionamento em tempos de reservatórios baixos e com bandeira vermelha. O Brasil tem um dos melhores ventos do mundo do mundo para produção de energia eólica e nosso fator de capacidade, que é a medida de produtividade do setor, passa do dobro da média mundial”, afirma a presidente da ABEEólica.

O Global Wind Statistics 2017, do GWEC, mostra que em 2017 foram adicionados 52,57 GW de potência eólica à produção mundial, totalizando 539,58 GW de capacidade instalada. Para Steve Sawyer, secretário geral do GWEC, a energia eólica é a tecnologia com preços mais competitivos em muitos mercados pelo mundo. “Se não for na maioria deles, e o surgimento dos parques híbridos com energia eólica e solar, um gerenciamento de grid mais eficiente e tecnologias de armazenamento cada vez mais acessíveis começam a pintar uma imagem do que será um setor de energia completamente livre de fósseis”, avalia.

Por Gabriel Gameiro