Conheça o sistema de estaqueamento de blindagem usado na obra da Estação Elevatória de Esgoto Alvorada, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro

O sistema de contenção com estacas secantes chegou ao Brasil em 2004 e começou a ganhar espaço oito anos depois, com a vinda de novos equipamentos para o país. A utilização das estacas secantes apresenta grande versatilidade em relação às técnicas tradicionais, uma vez que não necessita de fluído estabilizante em sua execução. Como o próprio nome já diz, a escavação e a concretagem são efetuadas a seco.

Para a execução das estacas, a perfuração é feita com equipamento derivado do utilizado convencionalmente para fundações hélice contínua (acrescenta-se, normalmente, um acessório na torre de perfuração chamado de “cabeça dupla”). Em seguida, as estacas são preenchidas com concreto ou, também, com “coulis” (uma mistura de bentonita, cimento e água). O preenchimento é lançado por um tubo tremonha, tipicamente usado em concretagens submersas.

Estroncas já encaixadas por pinos e contrapinos

Na sequência, uma armadura de aço, montada para o diâmetro e o comprimento da estaca secante, é instalada na escavação destinada à estaca secundária. Depois disso, é feita a concretagem dessa estaca. Por fim, a execução das estacas primárias e secundárias é repetida alternadamente para completar a construção do muro de contenção.

“Geralmente, o construtor faz essas estacas para suportar o terreno. Elas são um escoramento definitivo”, explica Sidney Mello, da Efficiency Brasil Equipamentos. Ao contrário do estaqueamento, o sistema de escoramento blindado de valas é provisório, uma vez que, após a conclusão da obra, o pórtico é retirado do canteiro e levado de volta para a empresa fornecedora.

Nesta obra da Barra da Tijuca, a empresa forneceu uma blindagem 820-XLD, que tem 2,44 m de altura por 6,10 m de comprimento. As paredes foram afastadas entre si por intermédio de cinco estroncas de 3,5 m. Essas estroncas são formadas por tubos de aço de 8 polegadas de diâmetro encaixados com pinos e contrapinos, o que garante a rigidez e a resistência ao empuxo do solo.

O sistema blindado pode ser instalado na própria obra ou então entregue montado, variando de acordo com a largura escolhida. “Geralmente um caminhão tem uma largura de 2,4 m. Se o meu equipamento for até essa largura, dá para levar no caminhão. Além disso, existe a opção de levarmos desmontado, como aconteceu nesta obra”, afirma Mello.

Painéis já posicionados para o encaixe das estroncas

A montagem e a instalação são feitas sob orientação da empresa. “A gente pegou esse equipamento, montou e colocou sobre a área que seria escavada. Então, a escavadeira entrou por dentro da blindagem retirando o solo. Assim, o pórtico foi descendo com o próprio peso. Chegando lá embaixo, desce o pessoal que vai fazer a obra de concreto em si.”

No caso da Estação Alvorada, foi utilizado apenas um nível de pórtico, mas é possível montar um em cima do outro, dependendo da necessidade. “Eu já fiz até três níveis de pórticos. Nesta obra, foi um nível só, porque os outros 5,50 m de profundidade acima do meu painel já estavam escorados pelas estacas hélices”, explica Sidney Mello.

Blindagem para valas
Entenda o passo a passo do sistema fornecido pela Efficiency Brasil, usado na obra da Estação Elevatória de Esgoto Alvorada. Se comparado aos métodos tradicionais de estacas-pranchas e pranchadas de madeira, esse sistema ganha não apenas na questão do prazo, mas em termos de custo e segurança. Além disso, o reaproveitamento do equipamento evita o descarte de materiais.