Como funciona o sistema de telegestão, que tem controle remoto virtual e identificação de luminárias defeituosas a distância

O sistema de telegestão aplicado em São Luiz do Paraitinga, no interior paulista, é composto basicamente de hardware, um sistema de comunicação e um software de gerenciamento. Cada luminária recebeu um controlador integrado (composto de fotocélula inteligente e rádio), que, além da possibilidade de controle, permite a programação por meio dos protocolos de comunicação por rede sem fio via rádio frequência mesh.

“O módulo faz a leitura da luminária, do consumo, se ela está funcionando, suas características elétricas, fator de potência, enfim, ele passa para o cliente as informações da luminária. E, ao mesmo tempo, esse módulo recebe informação do cliente”, conta Ricardo Cricci, diretor superintendente na Celena Participações, empresa responsável pelo projeto luminotécnico da cidade. Os controladores foram fornecidos pela Silver Spring Networks, uma das principais empresas do mundo no setor de redes inteligentes de energia.

Segundo Cricci, todo o sistema de comunicação está homologado na Anatel, porque as luminárias se comunicam entre si e também com um concentrador. “Esse concentrador é quase como uma antena de celular, então é como se você tivesse um monte de celulares falando com uma antena. Mas não é uma coisa tão sofisticada assim. Não é uma antena. É um concentrador que capta as informações de todas as luminárias e por GPRS manda essas informações para um software”, explica Cricci.

As informações, após emitidas pela rede sem fio, são recebidas por uma central de operações em uma plataforma chamada Streetlight Vision, distribuída pela Evolutix, que permite controlar e monitorar, em tempo real, pontos individuais ou segmentos de iluminação pública e, com isto, reduzir custos e melhorar a eficiência da gestão e manutenção da rede.

Com uma interface baseada na web, as equipes de manutenção podem atuar remotamente para solucionar ocorrências em qualquer localidade.

 AS LUMINÁRIAS 

Para a implementação do novo projeto de iluminação pública dessa cidade do Vale do Paraíba, foram utilizadas 110 luminárias Extreme LED Square Modular de 114 W de lâmpadas da marca Golden, que substituíram as luminárias com lâmpadas de vapor sódio de 273 W. Outros dez pontos foram mantidos com a tecnologia de sódio, apenas para ser utilizados como parâmetro de comparação.

 

O modelo de luminária possui Sistema Óptico Modular com alta proteção (IP 68), flexibilidade nas combinações dos módulos LED e conectores IP68 de fácil engate. O driver apresenta eficiência ≥ 91% e soquete 7 pinos para telegestão (ANSI C136.41-2013). A Square Modular 2 pode ser dimerizável, o que permite controle da luminosidade, otimizando o consumo de energia da luminária. É possível, por exemplo, diminuir a luminosidade em horários de baixo tráfego na via pública ou aumentá-la em situações que requerem aumento da segurança.

Em São Luiz do Paraitinga ou em qualquer outra cidade brasileira, as hastes dos postes de iluminação devem utilizar como material o aço galvanizado. As especificações estão definidas na norma ABNT NBR 14744, que dispõe sobre os postes para iluminação.

Para os órgãos públicos, a escolha por esse material é vantajosa, uma vez que não é corrosivo e, por isso, diminui os gastos com manutenção. “Você tem um açocarbono revestido com zinco a 450 graus, que é a galvanização por imersão a quente (ou galvanização a fogo). Então, o zinco reage com a estrutura molecular do aço fazendo uma peça só. Isso evita a corrosão e aumenta a vida útil do aço”, explica Ricardo Suplicy Goes, gerente executivo do ICZ Instituto de Metais Não Ferrosos.