Concreto moldado in loco está presente nos pilares e nos deck-switches da construção do monotrilho

A Linha 15-Prata e a Linha 17-Ouro são praticamente idênticas, do ponto de vista formal e construtivo. Ambas estão sendo implantadas com vigas pré-moldadas sustentadas por altos pilares, sendo que os trens circularão diretamente sobre este complexo, com as vigas servindo como as próprias faixas de rolamento.

Já os “deck-switches” – as lajes de concreto que sustentarão as vigas metálicas que se movimentam e permitem aos trens mudar de via – estão sendo executados com o uso de concreto moldado in loco, assim como os pilares.

Na linha 15-Prata, tida como a mais necessária das duas, por estar localizada na zona leste, região populosa e malservida de transporte público, as vigas serão sustentadas por cerca de 1 mil pilares, distribuídos a cada 30 metros.

Os pilares, nos trechos entre as estações, serão compostos, na sua maioria, por um fuste e um capitel, com as seções dos fustes apresentando medidas variáveis, mas com padrão na medida 1,70 m x 1,20 m e altura variando entre 9 m e 17,70 metros.

Em termos construtivos, os operários estão primeiramente concretando a parte inferior do pilar usando fôrmas metálicas. A parte superior, também moldada in loco, são concretadas com o auxílio de outras fôrmas metálicas com dimensões variáveis.

As vigas, aproximadamente 2 mil unidades, terão altura, comprimento e largura também variáveis, dependendo do trecho – na maioria, terão 2,05 m de altura, 30 m de comprimento e 69 cm de largura.

Cada unidade consumirá, em média, 25 m³ de concreto. O sistema requer vigas de concreto com alta precisão dimensional, pois os pneus dos trens circulam sobre elas. As vigas estão sendo pré-moldadas em uma fábrica montada especialmente para atender às premissas de projeto e às necessidades da obra.

O fck do concreto utilizado nas vigas é de 50 MPA. Para o restante das estruturas, o fck utilizado é de 35 MPA. A via possuirá rampa máxima de 6% e raio mínimo de 50 metros. Todas as estações serão cobertas.

Por Alberto Mawakdiye