Tratamento e recuperação das bases estruturais e substituição de cabeamento da Ponte Pênsil de São Vicente, em São Paulo, são viabilizados por meio de estrutura provisória

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Pela primeira vez, desde sua construção, em 1914, a Ponte Pênsil de São Vicente (SP) teve seus 16 cabos de sustentação trocados. A obra de restauração e recuperação estrutural demorou cerca de dois anos e meio e envolveu especialmente a construção de uma estrutura com o objetivo de auxiliar nessa substituição. Concluída em 2015, a manobra havia sido realizada anteriormente apenas quatro vezes em todo o mundo – e foi pioneira no Brasil.

A necessidade de recuperação da ponte surgiu primeiramente em 2011, quando a seção de engenharia de estruturas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que atua na conservação da ponte desde 1936, constatou a redução do coeficiente de segurança dos cabos de aço originais, causada pela corrosão dos fios. “A gente recomendou a troca dos cabos e a recuperação da ponte, pois o tablado de madeira também já estava desgastado”, explica Ivanisio de Oliveira, pesquisador do IPT.

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Valetadeira permite instalar em apenas 18 dias, aproximadamente, 2.000 m de cabeamento de fibra ótica (DDG) para levar sinal de telefonia à região da Ilha do Governador (RJ)

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O prazo só foi cumprido graças à aquisição de uma valetadeira com roda de corte, capaz de abrir microvalas (ou valetas) de pequenas larguras. A obra foi realizada em julho de 2016, poucos dias antes do início dos Jogos Olímpicos.

Antes da implantação dos cabos e da abertura das valas, a RLP Engenharia teve que ser muito rigorosa na fase inicial do projeto, uma vez que o equipamento utilizado (o modelo RTX 550, da marca Vermeer) corta tudo o que passa na frente, inclusive outras redes subterrâneas. “A gente fez um levantamento cadastral dessas redes existentes, buscando os registros junto às concessionárias de energia, de esgoto e de telecomunicações”, explica Thiago Cardoso, diretor executivo da empresa.

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Disco giratório dentado de 1,2 m de diâmetro consegue abrir valas de até 60 cm de profundidade com rapidez. Veja como funciona uma valetadeira

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A solução de abertura de valas utilizada na obra da Ilha do Governador foi a valetadeira RTX 550, da Vermeer, que chegou ao Brasil no segundo semestre de 2015. Na ocasião, a RLP Engenharia fez a compra para viabilizar a demanda de obras que tinha com a proximidade dos Jogos Olímpicos. “Foi um equipamento que nos salvou, literalmente. Sem ele, não sei se a gente teria conseguido ter êxito em todos os projetos”, explica Thiago Cardoso, diretor da RLP. Quando a empresa adquiriu o equipamento, fez isso também pensando na nova tecnologia de microdutos e microcabos, que na época ainda não havia sido homologada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “A gente fez a compra pensando no futuro, justamente para ser o pioneiro na tecnologia, e hoje de fato somos”, conta o diretor, contente com a escolha do equipamento. Hoje em dia, a aplicação para microduto já é utilizada e confere uma boa vantagem, ao se considerar as interferências físicas encontradas pelo caminho.

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