BNDES desembolsa R$ 5,7 bilhões para a área de infraestrutura no primeiro trimestre de 2016 | Infraestrutura Urbana

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BNDES desembolsa R$ 5,7 bilhões para a área de infraestrutura no primeiro trimestre de 2016

Ao todo foram concedidos R$ 18,1 bilhões em financiamentos, 46% a menos do que o mesmo período do ano passado

Luísa Cortés, do Portal PINIweb
3/Maio/2016
Shutterstock

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 18,1 bilhões no primeiro trimestre do ano, sendo que R$ 5,7 bilhões, ou 32% do total, foi para a área de infraestrutura. A indústria ficou com R$ 5,4 bilhões (30%), comércio e serviços com R$ 3,7 bilhões e a Agropecuária, R$ 3,1 bilhões. Os demais R$ 200 milhões não foram especificados.

Em relação ao porte das empresas, as micro, pequenas e médias (MPMEs) receberam R$ 7 bilhões dos recursos (39%). Às micro empresas foram destinados R$ 3,7 bilhões (21%). Aos projetos de Economia Verde (eficiência energética, energias renováveis, gestão de água, melhorias agrícolas, adaptação às mudanças climáticas e reflorestamento) o BNDES destinou R$ 3,5 bilhões.

Em comparação com o mesmo período de 2015, os desembolsos recuaram 46%. As consultas por novos financiamentos foram 7% menores (alcançaram os R$ 23,5 bilhões). Os enquadramentos (fase posterior à consulta) somaram R$ 22,7 bilhões, recuo de 4% na comparação trimestral.

A desaceleração é reflexo do comportamento da indústria, cujas consultas aumentaram 77% (montante de R$ 8,1 bilhões no primeiro trimestre). Os enquadramentos subiram 84% (total de R$ 8,1 bilhões). A maior contribuição veio do segmento "material de transporte", em que estão classificadas a fabricação e montagem de veículos automotores, embarcações, equipamentos ferroviários e aeronaves.

As aprovações de novos financiamentos somaram R$ 13,5 bilhões, o que representa queda de 37%. As aprovações à Infraestrutura corresponderam a 37% do total aprovado pelo BNDES, com um valor de R$ 5 bilhões até março.

As aprovações a projetos do setor agropecuário tiveram 25% de participação (R$ 3,4 bilhões). As aprovações à Indústria chegaram a 17% (R$ 2,3 bilhões). As de Comércio e Serviço, 21% (R$ 2,8 bilhões).