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Governo do Distrito Federal cria grupo para investigar desvios em quatro obras públicas

Órgão deverá identificar fraudes na construção do Estádio Mané Garrincha, Sistema BRT Sul, Centro Administrativo e Jardins Mangueiral

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
19/Abril/2017
Divulgação: Portal da Copa

A Controladoria-Geral do Distrito Federal criou nesta quarta-feira (19) o Grupo de Ações Integradas de Controle (Gaic) para identificar possíveis responsáveis por desvios nas obras do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, Sistema BRT Sul, Centro Administrativo e do Condomínio Jardins Mangueiral, alvos das delações premiadas da Operação Lava Jato.

O grupo será formado por cinco membros de órgãos administrativos de controle e terá como base apurações próprias da controladoria de ações ilícitas nas contratações e na execução das obras. A equipe também vai acompanhar as delações da Lava-Jato, que poderão tornar a investigação mais eficiente já que dispõe de quebras de sigilos telefônico, fiscal e bancário.

De acordo com a Agência Brasil, a Odebrecht não tinha interesse na licitação da construção do Estádio Mané Garrincha, mas ainda assim foi proposto um valor de R$ 701 milhões a pedido da Andrade Gutierrez, a fim de garantir a vitória - a empreiteira ofereceu R$ 699 milhões -, e em contraproposta, a Andrade Gutierrez deveria ofertar um valor maior na licitação de construção da Arena Pernambuco, de grande interesse para a empreiteira.

Com o objetivo principal de procurar ferramentas de prevenção do uso do dinheiro público para os órgãos de controle, o Gaic tem previsão de 120 dias para atuar com as investigações. As punições serão consideradas de acordo com o envolvimento dos responsáveis, no caso de um funcionário público do DF, ele poderá ser punido com advertência, suspensão ou demissão e para autores que ocupavam cargos políticos na época, processos serão encaminhados ao Tribunal de Contas do Distrito Federal.

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