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Aquário do Pantanal, no Mato Grosso do Sul, precisa de mais R$ 6,8 milhões para conclusão

Relatório de agência fiscalizadora aponta prejuízos de R$ 1,6 milhão por atrasos no cumprimento do cronograma de obras

Kelly Amorim, do Portal PINIweb
22/Setembro/2015
Divulgação: Governo do Mato Grosso

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) do Mato Grosso do Sul, responsável por fiscalizar a construção do Aquário do Pantanal em Campo Grande, confirmou nesta semana que o saldo contratual a ser pago para a Egelte Engenharia, de R$ 6,8 milhões, é o suficiente para terminar as obras. O relatório da comissão também aponta, com base nas informações das obras já executadas comparadas ao que previa o cronograma, que o projeto gerou prejuízo de R$ 1,631 milhão aos cofres públicos.

O contrato vigente consta a Egelte como responsável e a Proteco Construções Ltda como subcontratada para ajudar na conclusão das obras. Está em análise na Procuradoria Geral o pedido do Estado para que seja rescindido o termo com a Proteco, com o objetivo de recolocar a Egelte como garantidora do cumprimento do cronograma previsto em contrato.

A Proteco e seu proprietário, João Alberto Krampe Amorim dos Santos, são investigados pela Polícia Federal (PF), pela Controladoria Geral da União e pelo Ministério Público Federal (MPF) por suspeita de desvios de recursos públicos. A empresa e o executivo foram alvos da operação Lama Asfáltica, deflagrada em 9 de junho, que constatou desvio de R$ 11 milhões em contratos. Por causa da investigação, a Proteco já teve o contrato de obras do aquário rescindido com a administração estadual.

Além da Egelte/Proteco, o Aquário do Pantanal tem mais seis empresas trabalhando na execução dos serviços. A expectativa da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) é de que até a entrega do empreendimento, que ainda não tem data prevista para conclusão, o gasto deve ultrapassar os R$ 200 milhões, valor R$ 115,3 milhões mais caro que o previsto inicialmente.

O Aquário projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake, que será o maior de água doce do mundo, com 4,2 milhões de litros de água, terá 18,6 mil m² de área construída e cobertura composta por uma estrutura metálica de 90 metros de cumprimento e 18 metros de altura em arco coberto por chapas côncavas de zinco. O complexo irá abrigar, além de 32 tanques, um centro de conferências, laboratórios e biblioteca.