TCU investiga superfaturamento no complexo hidrelétrico de Simplício, no Rio de Janeiro | Infraestrutura Urbana

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TCU investiga superfaturamento no complexo hidrelétrico de Simplício, no Rio de Janeiro

Valor irregular na obra localizada na divisa entre os estados carioca e de Minas Gerais pode ultrapassar o valor de R$ 17 milhões

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
10/Abril/2017

As obras de construção do Aproveitamento Hidrelétrico (AHE) Simplício, no Rio de Janeiro, estão sendo investigadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), após determinação de abertura de dois processos para analisar um superfaturamento no contrato superior a R$ 17 milhões.

Divulgação: PAC

Foram registradas também inviabilidade econômico-financeira do empreendimento, como aumento de custos e atrasos na conclusão das obras que acarretaram na redução da rentabilidade, e resultando na diminuição da taxa interna de retorno, apontou a auditoria.

O TCE determinou a Furnas, subsidiária da Eletrobrás, para elaborar procedimentos e normas que estabelecem melhores formas de avalição de riscos e análise de cenários nos estudos, prevendo, assim, margens precisas de fatores que possam influenciar nos gastos, no cronograma e também na rentabilidade.

Em 2006, o Plenário do TCU já havia detectado falhas no Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) da usina de Simplício, por meio do acórdão de 2013/2006. "Mesmo na atualização do EVTE, era possível encontrar mais indicações das incertezas sobre a estabilidade geológica do empreendimento que precisariam ser mais bem aprofundadas quando do desenvolvimento do projeto básico. Ficou patente, portanto, a existência de diversos riscos no projeto que não foram adequadamente tratados, uma vez que muitos deles se concretizaram", comentou a relatora do processo, a ministra do TCU Ana Arraes.

Sobre o complexo

Com investimento inicial previsto para R$ 2,2 bilhões, o complexo hidrelétrico do Simplício é composto por duas casas de força (Anta e Simplício), no rio Paraíba do Sul, divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais. Durante seus seis anos de obra, foram fornecidos mais de 4.300 postos de empregos, devido à dificuldade em ligar os 30 km que unem as casas de força. Sua capacidade atual é de 333,7 MW, podendo atender 800 mil habitantes. 

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