Quatro empreiteiras do consórcio responsável pelas obras do Angra 3 são consideradas inidôneas pelo TCU | Infraestrutura Urbana

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Quatro empreiteiras do consórcio responsável pelas obras do Angra 3 são consideradas inidôneas pelo TCU

Empresas são responsáveis por fraudes estimadas em R$ 400 milhões (valor este que pode chegar a R$ 1,5 bilhão se consideradas multas e atualizações)

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
23/Março/2017
Divulgação

O Tribunal de Contas da União (TCU) declarou como inidôneas a Construtora Queiroz Galvão, Empresa Brasileira de Engenharia, Techint Engenharia e Construção e UTC Engenharia por fraude de R$ 400 milhões na licitação da Usina Termonuclear (UTN) Angra 3, no Rio de Janeiro. Se considerado multa e atualizações, o valor pode chegar a R$ 1,5 bilhão.

Dessa forma, as quatro empresas não poderão concorrer a nenhuma licitação pública no período de cinco anos.

Após auditoria da Secretaria Extraordinária de Operações Especiais em Infraestrutura (SeinfraOperações) na Eletrobras Termonuclear S.A. (Eletronuclear), com o objetivo de fiscalizar as obras da UTN Angra 3, fraudes foram descobertas nos pacotes 1 e 2 que envolvem montagem eletromecânica e formação de cartel.

Além das empresas consideradas inidôneas, também faziam parte do Consórcio Angramon a Construtora Norberto Odebrecht, Construtora Andrade Gutierrez, Construtora e Comércio Camargo Corrêa. Elas, porém, não foram condenadas já que colaboraram com o Ministério Público Federal. Ainda assim, terão que fazer, em dois meses, novas contribuições sobre apurações em curso no TCU e ressarcir os prejuízos causados.

A decisão é inédita no tribunal e deve influenciar outros processos que estão na Corte que envolvem as empresas que firmaram acordos de leniência com outras instituições de controle.