Bahia e Ceará receberão três complexos eólicos estimados em R$ 1 bilhão | Infraestrutura Urbana

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Bahia e Ceará receberão três complexos eólicos estimados em R$ 1 bilhão

Com financiamento do BNDES, parques terão capacidade de gerar 311,3 megawatts

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
20/Junho/2017
Pixabay

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou na última segunda-feira (19) o financiamento global de R$ 1,037 bilhão para a construção de três complexos eólicos nos estados da Bahia e do Ceará. Com potência de 311,3 megawatts (MW) e capacidade para atender 700 mil residências, os parques serão construídos pelos grupos EDF, Enel e Aliança, subsidiária da Vale e da Cemig.

O BNDES será responsável neste projeto por 70% dos itens financiáveis, com custo 100% vinculado à Taxa de Juros Longo Prazo (TJLP), além da possibilidade de avaliar a subscrição de até 100% de debêntures de infraestrutura emitidas pelo projeto.

Em relação aos projetos, a EDF EM do Brasil Participações Ltda, subsidiária da francesa EDF Energies Nouvelles, financiará R$ 486,4 milhões para a implantação dos complexos eólicos Ventos da Bahia I, III, IX e XVIII, e respectivo sistema de transmissão no município de Mulungu do Morro. Os parques terão 53 aerogeradores com potência de 116,6 MW, comercializada no Leilão de Energia de Reserva de novembro de 2015.

A Enel Green Power Brasil Participações Ltda. (EGP Brasil), subsidiária da italiana Enel S.p.A. será responsável por contratar R$ 307,8 milhões para a construção dos parques eólicos Delfina III, IV, VI e VII, e respectivo sistema de transmissão em Campo Formoso, Bahia. O empreendimento contará com 48 aerogeradores com potência de 96 MW comercializada no mercado livre.

Já o grupo Aliança recebeu financiamento de R$ 243,5 milhões para a implantação dos parques eólicos Santo Inácio III e IV, Garrote e São Raimundo, e sistema de transmissão, no município de Icapuí, Ceará. Os complexos terão 47 aerogeradores e potência de 98,7 MW para consumo da Vale.

Segundo o BNDES, a construção dos parques eólicos irá contribuir no desenvolvimento local, gerando 3.000 empregos diretos e indiretos durante as obras, além de contribuir para a cadeia de fornecedores e subfornecedores para projetos de geração de energia elétrica renovável.