VLT de Cuiabá deve ter obras reiniciadas ainda no primeiro semestre | Infraestrutura Urbana

Transporte

Notícias

VLT de Cuiabá deve ter obras reiniciadas ainda no primeiro semestre

Transporte era previsto para utilização na Copa do Mundo de 2014. Agora, é prometido para 2018

Luísa Cortés, do Portal PINIweb
11/Janeiro/2017
Divulgação: Governo do Mato Grosso

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, reuniu-se na última terça-feira (10) com o secretário de Estado de Cidades, Wilson Santos, e com outros representantes das esferas municipal e estadual para tratar da retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da capital de Mato Grosso.

O prometido é de que as obras sejam iniciadas ainda no primeiro semestre de 2017, com a execução do projeto original. Serão duas linhas: Aeroporto CPA e Coxipó-Avenida da Prainha. O governo ainda negociou com o Consórcio VLT Cuiabá o pagamento dos serviços realizados até dezembro de 2014, com correção monetária e atualização financeira.

"O prefeito está colaborando de todas as maneiras possíveis, nos cedendo servidores e técnicos com expertise neste tema. Ele também se dispôs a rever a legislação municipal, no tocante às isenções de tributos. Além disso, o cancelamento do processo licitatório do transporte coletivo foi uma medida muito prudente, uma vez que este não incluía o veículo como parte do certame", explicou Wilson Santos.

As obras do VLT de Cuiabá apresentam um longo histórico de irregularidades. Em fevereiro de 2015, foi constatado que a obra estava sendo realizada sem projeto. Com início em 2012, seu custo foi estimado em R$ 696 milhões, apesar de ter sido contratada por R$ 1,4 bilhão. Desse valor, R$ 1,06 bilhão já foi pago, e o Consórcio responsável pede mais R$ 1,1 bilhão para a conclusão da obra.

O VLT Cuiabá deveria ter sido entregue antes da Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014, mas após a realização do evento internacional, foi prometida para setembro de 2018.

Leia mais:

VLT de Cuiabá e Várzea Grande deveria ter custado R$ 535 milhões a menos, segundo estudo encomendado pelo Governo do Mato Grosso