Prefeitura de Goiânia e Caixa Econômica Federal se reúnem para retomar obra do BRT Norte Sul | Infraestrutura Urbana

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Prefeitura de Goiânia e Caixa Econômica Federal se reúnem para retomar obra do BRT Norte Sul

Com entrega prevista para 2019, execução foi paralisada para analisar desequilíbrio da planilha orçamentária

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
24/Julho/2017

Em consenso com a Controladoria Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Caixa Econômica Federal, a Prefeitura de Goiânia suspendeu as obras do Bus Rapid Transit (BRT) Norte Sul para aguardar a análise da planilha de custos dos órgãos federais. O banco é o atual responsável pelo repasse ao consórcio composto pelas empresas EPC e WGV.

Divulgação: Prefeitura de Goiânia

De acordo com a superintendente da Caixa em Goiás, Marise Fernandes, após "apontamentos de preços de itens e materiais que estão acima e outros que estão abaixo do preço", o repasse de R$ 10 milhões foi suspenso até a análise dos órgãos federais. Até agora, 22% do total do investimento já foi feito via Ministério das Cidades e recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Na última quinta-feira (20), houve uma reunião com Marise, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, secretários municipais e representantes do consórcio para que sejam tomadas as providências necessárias para a retomada das obras. "Neste momento, foi identificada uma necessidade de equilíbrio da planilha orçamentária de preços do contrato. Estamos reunidos aqui justamente para buscar esse equilíbrio com a empresa, Prefeitura de Goiânia e Caixa Econômica Federal. Em seguida, o parecer será submetido ao TCU e CGU, que vão deliberar sobre a continuidade", disse a superintendente da Caixa.

Apesar da CGU e do TCU acompanharem a obra desde o início, Marise Fernandes informou que não houve desentendimento nem pedido de suspensão pelos órgãos federais. Segundo ela, não há registro de superfaturamento, se trata apenas de um procedimento regular de análise.

O BRT Norte Sul tem orçamento previsto em R$ 240 milhões e irá atender 120 mil usuários por dia, com 28 quilômetros entre Goiânia e Aparecida de Goiânia, passando por 28 bairros. Serão 39 paradas e seis terminais de integração, com veículos articulados. A entrega está prevista para 2019.