Complexo viário de 11.800m evita entrelaçamentos no interior de São Paulo | Infraestrutura Urbana

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Complexo viário de 11.800m evita entrelaçamentos no interior de São Paulo

Trevão de Ribeirão Preto, projetado para substituir a antiga rotatória Waldo Adalberto da Silveira, será capaz de suportar o tráfego contínuo de 160 mil veículos diários em 2045

Dirceu Neto
Edição 73 - Agosto/2017
Vista aérea noturna do complexo viário de Ribeirão Preto (SP)

O complexo viário de Ribeirão Preto (SP), inaugurado em dezembro de 2014, impressiona pelos números: são oito viadutos e 20 rampas de acesso, estabelecendo uma gigantesca 'teia' de vias curvilíneas, com aproximadamente 450 metros de diâmetro. Ao todo, se colocados em linha reta, são 11.800 m de extensão, que formam o maior trevo rodoviário do Brasil, capaz de suportar o tráfego contínuo atual de 92 mil veículos por dia, e que deve chegar a 160 mil veículos diários em 2045.

O 'Trevão de Ribeirão Preto', como foi apelidado o complexo viário, foi resultado de uma solicitação da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) para substituir a antiga rotatória Waldo Adalberto da Silveira, construída em 1972, e que já não suportava o fluxo que chegava a picos de 8 mil veículos por hora. A Arteris, concessionária que operava na região, ficou encarregada de elaborar o projeto de total remodelação do trevo.

Para isso, a concessionária contratou a Setenge, que deveria criar um projeto que conectasse as cinco vias que passam no local: Rodovia Anhanguera (pista Norte e Sul), Rodovia Antonio Machado Santanna (que liga Ribeirão Preto a Araraquara), Avenida Castelo Branco (entrada e saída da cidade) e Rodovia Abrão Assed (que liga Ribeirão Preto a Serrana). Além disso, o novo sistema precisava seguir um estudo de capacidade para atender ao tráfego por mais 30 anos.

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