ETE Pararangaba, em São José dos Campos (SP), tem capacidade de 405 litros por segundo e atende cerca de 25% da população da cidade | Infraestrutura Urbana

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ETE Pararangaba, em São José dos Campos (SP), tem capacidade de 405 litros por segundo e atende cerca de 25% da população da cidade

Dirceu Neto
Edição 70 - Maio/2017
DIVULGAÇÃO/GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO - ALEXANDRE CARVALHO/A2IMG
Vista aérea da ETE em São José dos Campos. O novo sistema de esgotamento sanitário de Pararangaba gerou empregos diretos e indiretos para 600 pessoas

O sistema possui capacidade de 405 litros por segundo e atende 170 mil habitantes da região leste da cidade (cerca de 25% da população). Ao todo, foram investidos R$ 107,8 milhões. A obra foi dividida em duas etapas: na primeira delas, a Sabesp contratou o consócio Sanevap (formado pelas empresas GS Inima Brasil, Construtora Elevação e Cesbe Engenharia), que foi responsável pela construção da ETE, de alguns trechos coletores e também de duas estações elevatórias. Na segunda etapa, a empresa contratada foi a Enpasa Engenharia, que fez mais sete estações elevatórias e o restante dos coletores. Ao todo, foram 37 km de coletores-tronco, 26 km de redes de esgotos, 1.726 ligações domiciliares e oito estações elevatórias, além da própria estação de tratamento.

Conforme lembra Sidney Silva, coordenador de empreendimentos da Sabesp e responsável pela construção da ETE Pararangaba, o maior desafio se deu logo no início, em junho de 2013, quando a empresa detectou que o solo não estava adequado para a construção. 'Nós tínhamos uma área prevista para executar a obra. Quando fomos iniciar os serviços, detectamos que o solo estava muito instável, e uma reconfiguração do solo iria custar muito, pois a gente teria que fazer uma injeção de solo cimento', explica o coordenador.

Isso aconteceu porque o terreno ficava próximo do Rio Paraíba do Sul, um dos principais mananciais do país. 'Fazendo sondagens mais profundas, vimos que o solo tinha uma argila arenosa', afirma Silva. A solução foi encontrar uma área na mesma região onde pudesse ser executada a obra. Então, foi feito um processo de desapropriação e, em seguida, uma negociação com o proprietário, que ocorreu de forma rápida. A aquisição do novo terreno garantiu que o trabalho começasse sem atrasos.

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