Concreto pré-moldado em obras de infraestrutura é algo longe de ser inédito no Brasil, mas num monotrilho é novidade | Infraestrutura Urbana

Transporte

Tecnologia

Concreto pré-moldado em obras de infraestrutura é algo longe de ser inédito no Brasil, mas num monotrilho é novidade

Sistema se destaca pela elevada precisão dimensional de cada peça, no caso, as vigas

Por Alberto Mawakdiye
Edição 65 - Novembro/2016

A utilização do concreto pré-moldado em obras de infraestrutura, como pontes e viadutos, já é tradicional no Brasil e pode ser vista na maioria das grandes obras atuais. Na área de monotrilhos, no entanto, é recente como essa própria modalidade de transporte no país: antes do projeto paulistano, foram implantados apenas dois, em Poços de Caldas (MG) e Rio de Janeiro, ambos pequenos empreendimentos privados. Mas, no mundo, diversas cidades contam há anos com monotrilhos em seus sistemas públicos de transporte, como Las Vegas (EUA), Kuala Lampur (Malásia) e Tóquio (Japão), entre outras.

Algumas dessas obras são muito antigas. O monotrilho de Wuppertal, na Alemanha, por exemplo, foi construído em 1901 e ainda se encontra em funcionamento. A modalidade, diga-se, não é do agrado de todos. Ainda que o modal seja mais barato que o metrô convencional e exija menor tempo de implantação, críticos afirmam que o sistema degrada a paisagem e carrega relativamente poucos passageiros na comparação com um ramal metroviário comum.

FOTO: REPRODUÇÃO METRO-SP FOTO: REPRODUÇÃO METRO-SP
Obras da linha 15-Prata. À esquerda, operários montam ferragem in loco. À direita, simbramento pré-concretagem.

Para o pesquisador Daniel Mariani Guirardi, da Seção de Engenharia de Estruturas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo, a melhor opção construtiva para esse tipo de equipamento depende de cada situação.

Conteúdo exclusivo para leitores
cadastrados ou assinantes da revista Infraestrutura Urbana

Ainda não é um assinante PINI?
Escolha uma das opções abaixo e faça já sua assinatura.