Uso de tubos de PEAD avança no subsolo das cidades brasileiras | Infraestrutura Urbana

Saneamento

Tecnologia

Uso de tubos de PEAD avança no subsolo das cidades brasileiras

Alternativa mais leve, estanque e inerte ao concreto, o polietileno de alta densidade promete reduzir episódios de perdas nas redes de microdrenagem

Por Nathalia Barboza
Edição 61 - Agosto/2016

DIVULGAÇÃO: TIGRE
Os tubos PEAD mantêm a mesma vazão ao longo do tempo e a expectativa de vida útil do produto supera os 50 anos

Quase sempre atrelado a um programa de redução de perdas nos sistemas de esgotamento sanitário e drenagem pluvial das cidades, a utilização de tubos de Polietileno de Alta Densidade (PEAD) em substituição ao concreto começa a ser mais frequente no Brasil. 'Estes tubos já existem no País há mais de 30 anos, mas seu uso se expandiu neste século, após a decisão da Companhia de Saneamento de São Paulo (Sabesp) de adotá-lo', afirma Hélio Rosas, diretor da Sanit Engenharia, especializada em obras de saneamento.

Os tubos em PEAD têm parede dupla. Por dentro, ela é sempre muito lisa, o que lhe confere um teor de condutividade hidráulica superior. 'As características hidráulicas são excelentes. A superfície interna garante um coeficiente de atrito extremamente baixo', diz Rosas. Por fora, podem ser lisos ou corrugados, sendo que o exterior corrugado intensifica sua resistência mecânica e a força estrutural do tubo. Segundo o diretor da Sanit, o tubo liso é usado em redes pressurizadas quando há, por exemplo, uma estação elevatória e o corrugado, que é mais barato, é aplicado nos pontos despressurizados.

'Os tubos PEAD permitem índices de vazão superiores a 5 m/s', afirma o engenheiro Plínio Thomaz, diretor presidente da Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Saneamento Básico em Guarulhos (SP). Segundo ele, isso economiza na profundidade da vala a ser escavada, uma vez que não necessita de declividade tão acentuada para garantir a velocidade ideal de escoamento dos fluidos. A resistência à compressão é outra vantagem da vala menor, pois sua compactação é mais simples, não requer escoramentos e nem que operários entrem nela para trabalhar. O resultado é maior durabilidade e resistência mecânica ao tubo instalado.

Conteúdo exclusivo para assinantes da revista Infraestrutura Urbana

Outras opções