Montagem de torres eólicas | Infraestrutura Urbana

Energia

Montagem de torres eólicas

Por Rodnei Corsini
Edição 51 - Outubro/2015

Uma usina eólica é formada por um conjunto de torres com aerogeradores, postos de transformação, cabos subterrâneos, central de comando e subestação, além de instalações e equipamentos complementares. Apesar de as torres metálicas serem, por enquanto, mais utilizadas no Brasil - por conta de a demanda de instalação não ser integralmente atendida por fabricantes das peças de concreto -, o concreto é um material mais competitivo, pois permite vencer alturas maiores e, assim, aumentar o potencial de geração energética. As torres eólicas podem chegar a mais de 100 m de altura.

Um dos fatores mais importantes na construção de um parque eólico são os acessos à área. As estradas devem ser suficientemente largas para o transporte de equipamentos e de peças para a implantação, operação e manutenção das usinas. Quando não há vias adequadas para a construção do parque, elas precisam ser construídas. Normalmente, a fábrica das peças pré-moldadas de concreto para montagem dos mastros é erguida o mais próximo possível do parque para redução dos custos de logística (as peças são transportadas em carretas). Veja as principais etapas e elementos construtivos de uma torre eólica.

Ilustração: Daniel Beneventi

Ilustração: Daniel Beneventi

1. Fundação
A fundação da torre é dimensionada de acordo com a sua altura e as cargas que vai receber. Além do tipo de material utilizado na fundação (concreto e aço), outros aspectos devem ser considerados, como: topografia da área, dados geológicos e geotécnicos do subsolo, águas subterrâneas e superficiais, sistema estrutural a ser utilizado, entre outros. Podem ser utilizados diferentes tipos de fundação, como estaca, tubulão ou caixão. Esta reportagem ilustra a fundação com estacas de concreto. Após a execução das estacas, é construído o bloco de coroamento. Tratase de um elemento maciço de concreto armado que solidariza as 'cabeças' de um grupo de estacas, distribuindo para elas as cargas da superestrutura.

Conteúdo exclusivo para leitores
cadastrados ou assinantes da revista Infraestrutura Urbana

Ainda não é um assinante PINI?
Escolha uma das opções abaixo e faça já sua assinatura.