Monitoramento da movimentação da fauna e passagens superiores e inferiores para travessia de animais são recursos que vêm sendo utilizados em estradas para evitar atropelamento de animais | Infraestrutura Urbana

Meio ambiente

Monitoramento da movimentação da fauna e passagens superiores e inferiores para travessia de animais são recursos que vêm sendo utilizados em estradas para evitar atropelamento de animais

Por Tati Seoani
Edição 47 - Fevereiro/2015
 

Divulgação: DER
Os bloquetes usados para pavimentar a SP-139, na Serra de Paranapiacaba, permitem a passagem da água e agilizam a ação da polícia contra o corte do palmito. Estrada terá, ainda, dez passagens inferiores, oito pontes e duas galerias para passagem de animais, além de velocidade reduzida para os veículos

O registro da quantidade de animais atropelados nas estradas do Brasil ainda é esporádico. Para o especialista em ecologia nas estradas, o holandês Marcel Huijser, Phd pela Universidade Wagenigen, da Holanda e que esteve no Brasil no último semestre de 2014 dando palestras sobre o tema, ainda há muitas falhas neste monitoramento. 'Estudos sobre o estilo de vida da fauna que vive nas regiões onde são construídas rodovias são essenciais para tomar medidas cabíveis. Os animais que morrem nas estradas não são apenas pequenos anfíbios, mas também grandes mamíferos, incluindo espécies raras', afirma.

De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), nos 6,3 mil km de rodovias sob concessão do Estado, são capturados dez animais diariamente. Ao mesmo tempo, o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras (UFLA), no Estado de Minas Gerais, registrou em seu último levantamento que 17 animais são atropelados por minuto no País, o que significa impressionantes 475 milhões anualmente. Desse número, 90% referem-se a pequenos vertebrados como sapos e rãs. Entre os animais selvagens mais atropelados estão a capivara, o veado, o tamanduá bandeira, a anta e a onça-parda.

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