Aporte em infraestrutura será de R$ 1,17 trilhão até 2019, segundo pesquisa | Infraestrutura Urbana

Orçamento

Aporte em infraestrutura será de R$ 1,17 trilhão até 2019, segundo pesquisa

Edição 46 - Janeiro/2015
 

Estão previstos aportes financeiros públicos e privados da ordem de R$ 1,17 trilhão no setor de infraestrutura até 2019. O levantamento, encomendado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) à consultoria Criactive, foi feito com base em anúncios de investimentos do poder público nas esferas nacional, estadual e municipal.

A pesquisa aponta 6.068 obras em andamento, projeto ou intenção, em oito setores da economia: óleo e gás, transporte, energia, saneamento, indústria, infraestrutura de habitação, infraestrutura esportiva e outros - veja tabela. A maior fatia de investimentos será na área de transportes: R$ 438,4 bilhões para o período de 2014 a 2019, o que corresponde a 37,49% do total previsto.

Segundo o levantamento, a maior obra em termos de visibilidade e valor continua sendo o Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará Campinas (SP), Rio de Janeiro e São Paulo, com aporte de R$ 35,6 bilhões. Na sequência está o Superporto do Espírito Santo, com investimentos de cerca de R$ 20,7 bilhões. Os modais que concentram os maiores montantes são as ferrovias (38,3%), portos e hidrovias (21,1%) e as rodovias (17,6%).

De acordo com a pesquisa, o valor total das obras em andamento no período de 2014-2019 está estimado em R$ 458,9 bilhões, o que significa R$ 76,48 bilhões de investimentos ao ano. Esse valor dividido pelo Produto Interno Bruto (PIB) previsto em 2014, de R$ 4,86 trilhões, traz um investimento médio de 1,57% do PIB em infraestrutura - o que é considerado baixo em comparação com alguns países da América Latina.

Em termos de divisão dos recursos por região, a Sudeste continua líder, concentrando 57,4% dos investimentos, o equivalente a R$ 263,5 bilhões, seguida pelas regiões Nordeste (15,5%) e Norte (11%).

Governo altera indexador de dívida de Estados e municípios
Foi sancionada a lei que altera o indexador da dívida dos Estados e municípios, o que reduzirá os encargos pagos à União. A lei foi aprovada no começo de novembro de 2014 pelo Senado e era uma reivindicação antiga de governadores e prefeitos.

Com a nova lei, as dívidas deixarão de ser corrigidas pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) mais juros de 6% a 9% ao ano e passarão a ser calculadas com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4% de juros ao ano, ou pela taxa básica de juros (Selic), o que for menor.

A lei garante a aplicação da correção retroativa com os novos índices para dívidas contraídas antes de 1º de janeiro de 2013. A presidenta Dilma Rousseff ainda vetou dois trechos do texto aprovado pelo Senado. Um deles foi o Artigo 1º, que alterava as regras para concessão de benefícios e incentivos tributários. O outro trecho vetado foi o 4º parágrafo do Artigo 2º, que determinava que os encargos para os títulos federais ficariam limitados à taxa Selic.

Crescimento da construção em 2015 deve ser nulo, diz SindusCon-SP
Expectativa é que o setor tenha fechado 2014 com expansão inferior a 0,5%

Zurijeta/Shutterstock
2015 sem números empolgantes

O Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP) prevê que o setor tenha crescido entre 0% e 0,5% em 2014, em comparação com 2013. A estimativa, que revisa para baixo a aposta em uma alta de 1%, feita anteriormente pela entidade, leva em conta o enfraquecimento da atividade em todas as regiões do País, sobretudo no Centro-Oeste, Sudeste e Norte.

Houve declínio de lançamentos no mercado imobiliário brasileiro. Até outubro de 2014, por exemplo, foram lançadas 177.344 unidades no País, contra 269.367 unidades no mesmo período de 2013, de acordo com dados do Sistema de Informação de Mercado (SIM) da Criactive. Também se registrou queda no volume de construções no Brasil. Até outubro de 2014, estavam em construção 28,1 milhões de metros quadrados, contra 28,5 milhões de metros quadrados no mesmo período de 2013.

Os maus resultados, sobretudo no segmento residencial, foram contrabalançados pela expansão dos investimentos em infraestrutura, que passaram de 2,45% do PIB, em 2013, para 2,54% do PIB, em 2014. Para 2015, a expectativa do SindusCon-SP é de estabilidade.

Medidas de estímulo do Governo Federal, como investimentos em infraestrutura e na contratação de 350 mil unidades do Minha Casa Minha Vida, no primeiro semestre, serão contrabalançadas pela desaceleração do crescimento da renda e do consumo das famílias.

Contratações de novas obras devem retomar força apenas no segundo semestre. Por isso, a entidade estima que haverá queda de 2% no emprego na indústria da construção e declínio de 1,5% na produção de insumos.

 

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