Conheça o projeto básico e veja a tabela detalhada das composições de custo da construção do CEU Dunas no Rio Grande do Sul | Infraestrutura Urbana

Equipamentos Públicos

Projeto orçado

Conheça o projeto básico e veja a tabela detalhada das composições de custo da construção do CEU Dunas no Rio Grande do Sul

Por Mariana Siqueira
Edição 43 - Setembro/2014
 

Perspectiva do CEU Pelotas

Em 2010, o Ministério da Cultura selecionou 360 propostas para a construção de Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) em diversas regiões brasileiras. Pelotas, no Rio Grande do Sul, foi uma das cidades beneficiadas e o resultado pode ser visto dia após dia no canteiro de obras do novo centro, no loteamento Dunas.

O programa se baseia em uma parceria entre Estado e municípios: enquanto toda a verba advém do Governo Federal, as prefeituras devem ceder o terreno e disponibilizar agentes públicos qualificados para conduzir o processo de mobilização social - que visa a envolver a comunidade local na implantação do equipamento -, além de ficar inteiramente a cargo de sua gestão, posteriormente.

Os CEUs integram em um mesmo espaço programas e ações culturais, além de práticas esportivas e de lazer. A ideia é que neles aconteçam, ainda, atividades de formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços socioassistenciais e políticas de prevenção à violência e inclusão digital.

Além dos recursos financeiros correspondentes, o Governo Federal disponibilizou projetos básicos de referência para a elaboração de três portes de centros - para lotes com no mínimo 700 m², 3.000 m² e 7.000 m². Todos eles contam com biblioteca, cine-teatro, laboratório multimídia, salas de oficinas, espaços multiuso e Centro de Referência em Assistência Social (Cras), além de pista de skate. Enquanto o modelo mais modesto (700 m²) se materializa em um edifício com cinco pavimentos, os modelos maiores se organizam em construções de um ou dois andares dispostas ao redor de praças com equipamentos urbanos como quadra de eventos coberta, playground e pista de caminhada.

O terreno escolhido para o CEU em Pelotas tem 3.360 m² e está localizado no loteamento popular Dunas, em fase de regularização fundiária. O centro é uma das primeiras iniciativas de se levar equipamentos públicos para a população local, de quase 20 mil pessoas. Estimativas da prefeitura indicam ainda que ao menos cinco comunidades do entorno estejam na zona de influência da obra, projetando total de 40 mil beneficiados. "Dunas é uma área de grande vulnerabilidade social, e sabemos que oferecer atividades culturais e esportivas para a juventude nesse contexto traz perspectivas muito ricas para o futuro", conta o Secretário de Cultura de Pelotas, Giorgio Ronna. "A descentralização da cultura é uma das prioridades da nossa gestão e como a prefeitura conta com recursos limitados, a construção de um espaço multiuso como esse só é possível por convênios", completa.

 

A implantação do novo Centro de Artes e Esportes Unificados Dunas, em Pelotas (RS), é uma adaptação do projeto de referência desenvolvido pelo Governo Federal para terrenos de no mínimo 3.000 m². Sua geometria retangular determinou um novo arranjo dos três volumes construídos, configurando uma praça interna alongada ao longo da qual foram dispostos diversos equipamentos de uso público

O CEU Dunas se enquadra no modelo de unidade de porte médio, fazendo as necessárias adequações na implantação para se harmonizar com as proporções do lote: apesar da variação de área não ser grande, a geometria retangular do terreno determinou um novo arranjo dos três volumes construídos, configurando uma praça interna alongada ao longo da qual foram dispostos os diversos equipamentos de uso público. Além do projeto de implantação, o programa dos centros indica que para cada novo terreno seja feito também um projeto próprio de fundações, levando em consideração as especificidades de cada local.

Blocos 1 e 2
Os ambientes que acolhem as funções cultural e assistencial previstas no programa do CEU estão organizados em dois blocos distintos. O Bloco 1 reúne biblioteca, telecentro e cine-teatro, além de sanitários e salas de apoio, enquanto o Bloco 2 abriga cômodos relacionados ao Centro de Referência em Assistência Social (Cras) e salas multiuso. Os dois edifícios contam apenas com um pavimento e se materializam a partir das mesmas técnicas.

Para as fundações, foram especificadas estacas do tipo broca, com capacidade de 10 t e profundidade de cerca de 3 m. Entre as vantagens na utilização das brocas, estão a facilidade de execução e o baixo custo. A estrutura é convencional, em concreto armado moldado in loco. Os pilares têm seção retangular de 12 cm x 40 cm e distam 4 m entre si ao longo das fachadas, criando vãos de 8 m correspondentes à largura dos ambientes internos. Para o Bloco 1, de comprimento igual a 48 m, está prevista uma junta de dilatação entre o cine-teatro e os outros ambientes. Nesse ponto, o conjunto de pilares e vigas foi duplicado para permitir que a estrutura se comporte de forma independente.

O Bloco 1 é o mais amplo, com 404,88 m². Nele estão reunidos ambientes com função cultural, como biblioteca, telecentro e cine-teatro. O mobiliário proposto, por não ser fixo, permite diferentes arranjos. O Bloco 1 será construído com estrutura convencional em concreto armado moldado in loco - destaque fica para a utilização de blocos de EPS na laje, para torná-la mais leve

 

Com área de 203,287 m², o Bloco 2 abrigará ambientes relacionados ao Centro de Referência de Assistência Social, como recepção, coordenação e atendimento. No mesmo bloco encontram-se duas salas multiuso, além de um sanitário adaptado para receber pessoas com necessidades especiais

 

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