Skate park construído em Cabo Frio (RJ) está apto a receber competições de amplitude internacional | Infraestrutura Urbana

Equipamentos Públicos

Modelo de projeto

Skate park construído em Cabo Frio (RJ) está apto a receber competições de amplitude internacional

Por Kelly Carvalho
Edição 41 - Agosto/2014


Construção do Skate Park contou com a colaboração de praticantes do esporte nas verificações de qualidade da pista

Construir uma pista de skate em terreno próximo ao mar para todos os níveis de praticantes, em um prazo curto. Esses eram os principais desafios de projeto e construção do Skate Park Allan Mesquita, inaugurado em 17 de maio na praia do Forte, na cidade de Cabo Frio (RJ).

O projeto consiste na criação de espaços adequados à prática das modalidades street, bowl e snake run, com o objetivo de organizar a relação entre as circulações, percursos, obstáculos e rampas de forma que seu posicionamento, suas dimensões e os materiais ali empregados estivessem de acordo com as necessidades de uma área completa para a prática do esporte.

 
Um dos requisitos de qualidade de projeto era a construção de um piso perfeitamente desempenado para atender ao uso destinado à pista

Segundo o arquiteto Frederico Cheuiche, do escritório Spot Skateparks, responsável pelo projeto, tanto o bowl como a área de street contemplam etapas dos circuitos amadores e profissionais de amplitude nacional e internacional. "Certamente, as alturas/profundidades do bowl, que variam de 2 m a 3 m, caracterizam este equipamento como de padrão internacional. Na área de street, com aproximadamente 1.000 m², a quantidade e variedade de obstáculos coloca Cabo Frio no roteiro mundial da modalidade", afirma. Já o snake run, com função mais recreativa, atinge tanto o skate contemporâneo como o skate mais associado ao surf, tais como longboards e semi longs.

As três pistas contemplam área construída de 1.668 m² e as obras, segundo a construtora Mil, responsável pela execução, duraram três meses. O curto prazo de execução foi um dos principais desafios da empresa, que enfrentou adversidades como chuvas durante as obras e chegou a dobrar o turno de trabalho para cumprir o combinado.

Em função das particularidades que a empreitada exigia com relação principalmente ao acabamento, a construtora contou com a Spot Skateparks para consultoria e acompanhamento da obra, incluindo a fiscalização e coordenação de equipe, com objetivo da fiel execução dos projetos arquitetônico e estrutural.

"É um serviço muito especializado e a consultoria foi fundamental", explica a engenheira Claudia Regina Tavares Coelho. Os requisitos de qualidade do projeto estavam relacionados a materiais adequados e seguros à prática, piso com resistência ao impacto e à ação da intempérie, além de obstáculos e rampas com dimensões, inclinações e raios de acordo com os padrões exigidos pelo esporte.

A obra também contou com o apoio de praticantes da modalidade. A engenheira conta que os elementos das pistas eram testados por skatistas na medida em que iam sendo executados. "O cuidado foi muito grande", diz.

Os cortes ilustram as relações entre o bowl e a área da modalidade street. Destaque para o quarter pipe (rampa curva) e o speed bump (calombo)

MODELO DE PROJETO



A área circular, de 1.000 m², é destinada à prática da modalidade street. O bowl, na pista esquerda inferior, e o snake, na lateral superior do desenho, contemplam prática profissional e amadora


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