2) Imprimação de pavimento | Infraestrutura Urbana

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2) Imprimação de pavimento

Serviço aumenta a coesão da superfície e melhora as condições de aderência entre as camadas do pavimento

Por Rodnei Corsini
Edição 31 - Outubro/2013

A imprimação asfáltica impermeabilizante consiste na aplicação de uma fina película de material betuminoso sobre uma superfície granular concluída de uma das camadas do pavimento - como a base ou a sub-base, por exemplo. Seu objetivo é aumentar a coesão da superfície imprimada graças à penetração do material betuminoso utilizado. Como o próprio nome da técnica indica, também tem como objetivo impermeabilizar a camada inferior e aumentar a aderência com a camada superior. A imprimação impermeabilizante deve ser executada com materiais que possuem baixa viscosidade na temperatura de aplicação e cura suficientemente demorada.

Existe outro tipo de imprimação similar em vários aspectos, a ligante, em que também se aplica uma película betuminosa sobre a superfície de uma camada de pavimento. Essa técnica, porém, é aplicada com o objetivo único de promover a aderência entre as camadas - a diferença entre as técnicas é definida também pelo tipo de material usado e por algumas de suas propriedades, como a viscosidade. Confira, abaixo, as principais etapas e cuidados na imprimação impermeabilizante.

Daniel Beneventi

1. Serviços preliminares
Antes de iniciar a distribuição do material betuminoso, o executante deve tomar as providências necessárias para evitar que o material espargido atinja eventuais elementos já existentes como guia, sarjeta, calçada e guarda-corpo.

2. Material para aplicação
Os materiais betuminosos usados para imprimação impermeabilizante podem ser de dois tipos: asfaltos diluídos ou alcatrão para pavimentação rodoviária. Os tipos de asfalto diluído podem ser de cura média, CM-30 ou CM-70. Já o alcatrão pode ser dos tipos AP-2 ou AP-6.

3. Execução
A camada (base ou sub-base) sobre a qual vai ser executada a imprimação impermeabilizante deve estar totalmente concluída, com as declividades estipuladas no projeto.

3.1. Vazão de aplicação
A taxa de aplicação ideal do material betuminoso é aquela que pode ser absorvida pela base em 24 horas. Deve ser determinada, experimentalmente, no canteiro de obra: segundo a norma ABNT NBR 12.950, essa taxa varia de 0,8 L/m² a 1,6 L/m², conforme o tipo e textura da base de aplicação e do material betuminoso escolhido.

3.2. Temperatura de aplicação
A temperatura do material betuminoso é o que determina sua viscosidade. A distribuição desse material não pode ser iniciada enquanto não for atingida e mantida, dentro do veículo distribuidor, a temperatura necessária para obtenção da viscosidade adequada à distribuição. O material betuminoso sempre deve ser aplicado na temperatura correspondente à faixa de viscosidade indicada na NBR 12.950 (de 20 s Saybolt-Furol a 60 s Saybolt-Furol para asfaltos diluídos e de 6º Engler a 20º Engler para alcatrões). O material betuminoso não deve ser distribuído quando a temperatura ambiente estiver abaixo de 10°C, ou em dias chuvosos ou com chuva iminente.

3.3. Distribuição da imprimação
Deve-se imprimar a pista inteira em um mesmo turno de trabalho e, sempre que possível, em todas as suas faixas de rolamento. Quando não for possível, deve-se trabalhar em meia pista, fazendo-se a imprimação da faixa adjacente assim que já possa ser aberta ao trânsito a faixa imprimada primeiro.

3.4. Aplicação da imprimação
A aplicação do material betuminoso é feita pela barra de distribuição de um caminhão distribuidor. Ele deve percorrer a extensão a ser imprimada em velocidade uniforme, segundo trajetória equidistante do eixo da pista. Equipamentos de controle das propriedades da vasão e do material betuminoso (tacômetro, manômetros e termômetros) deverão estar em perfeitas condições de funcionamento e ser sempre observados. Durante a aplicação, devem ser evitados e corrigidos imediatamente o excedente ou a falta do material asfáltico.

4. Verificação e abertura ao tráfego
Após a aplicação, o material asfáltico deve permanecer em repouso até que se verifiquem as condições ideais de penetração e cura, de acordo com a natureza e tipo do material asfáltico empregado. A imprimação não deve ser submetida à ação direta das cargas e da abrasão do trânsito. Mas, se for necessário, pode-se autorizar o trânsito sobre imprimações impermeabilizantes curadas.

Fonte: Norma ABNT NBR 12.950:1993 - Execução de Imprimação Impermeabilizante - Procedimento; Especificação Técnica DER-SP (ET-DE-P00/019).

 

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