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Saneamento

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Governo do Estado de São Paulo implanta tratamento de esgoto em cidades com até 50 mil habitantes. Conheça o programa e os projetos das ETEs

Por Cleide Floresta
Edição 26 - Maio/2013
Divulgação: DAEE
Na ETE do município de Tambaú, foi instalada lagoa aerada aeróbia, seguida de lagoa de decantação

Mais de 700 mil pessoas são internadas a cada ano nos hospitais púbicos em decorrência da falta de coleta e tratamento de esgoto. Com o acesso universal ao saneamento, haveria uma redução de 25% no número de internações e de 65% na mortalidade. Mas apenas 43,5% dos brasileiros são atendidos pela rede de esgoto.

Os dados - que espelham um custo significativo para os cofres públicos - integram uma lista de estatísticas alarmantes diagnosticadas por órgãos como a Organização Mundial da Saúde/Unicef e o Instituto Trata Brasil/FGV. Os males passam ainda pela dificuldade de aprendizagem, por ausências no trabalho, pela mortalidade infantil e pelo desenvolvimento econômico de uma região.

Para minimizar esse impacto no Estado de São Paulo, desde 2005 o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) do governo paulista tem implantado sistemas de tratamento de efluentes em municípios com até 50 mil habitantes. Segundo Lupercio Ziroldo Antonio, coordenador do programa, até o final deste ano, o Água Limpa terá atendido a 117 municípios, com a execução de 123 obras, num total de R$ 324,46 milhões investidos.

Um aporte de R$ 210 milhões, oriundo do aumento da capacidade de endividamento dos Estados pela União, viabilizará novos projetos na sequência. Segundo Lupercio, que também é diretor da bacia do Baixo Tietê do DAEE, até 2015 projeta-se um investimento de mais de R$ 396 milhões que deverá atingir 3,1 milhões de habitantes de cerca de 200 municípios, o que representará a retirada de 6.300 t de carga orgânica/mês dos rios do Estado. "A meta é chegar a todo o universo de 223 municípios. Mas esse número oscila porque, quando a gente fez o levantamento, era uma realidade, e hoje pode ter mudado, com a necessidade de ampliação/readequação de unidades", afirma.

Para dar início ao programa, o Governo Estadual fez um mapeamento e definiu onde seriam os investimentos. Esse raio x hídrico levou em consideração as bacias mais críticas e, inicialmente, criou-se uma parceria entre as secretarias de Saneamento e Recursos Hídricos e da Saúde, uma vez que a legislação permite investir parte do orçamento da saúde em saneamento. "A maioria dos municípios [com até 30 mil habitantes] à época já tinha sistema de coleta instalado, mas, em alguns casos, simplesmente havia o emissário que lançava o efluente no rio, sem qualquer tratamento", conta o coordenador do programa.

Cidades atendidas

Imagem ampliada

 

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