Como elaborar projetos de pavimentação e drenagem de via de inclinação elevada | Infraestrutura Urbana

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Como elaborar projetos de pavimentação e drenagem de via de inclinação elevada

Os desafios técnicos e os custos, em cinco regiões, da execução de pavimento e instalação de sistema de captação de águas superficiais em rua urbana com inclinação elevada

Por Simone Sayegh
Edição 17 - Junho/2012

Para todo gestor de obras públicas, o projeto de pavimentação e drenagem de uma via urbana em condições ideais prevê solo plano com um mínimo de inclinação. Mas em grande parte das vezes, as cidades se expandem sobre topografias acidentadas. Nestes casos, o arruamento exige critérios rígidos e requer esforços e dinheiro extra das prefeituras.

Para exemplificar as diretrizes técnicas desse tipo de serviço, esta reportagem detalha um projeto realizado pela empresa EPT Engenharia e Pesquisas Tecnológicas que mostra uma via de inclinação máxima de 18,5% - ou seja, muito íngreme -, com 6 m de largura e quase 400 m de extensão. Para esta via, foi definida a aplicação de revestimento de blocos de concreto intertravados (bloquete) para responder ao tráfego de ônibus urbanos.

Na elaboração de um projeto como este o primeiro passo é o estudo da localização e da importância da rua no contexto do bairro e do sistema viário da região. Nesta análise prévia, realiza-se uma vistoria técnica no local para uma avaliação visual preliminar dos principais aspectos da topografia. "Com base nessa vistoria são fornecidas orientações específicas para os levantamentos topográficos e para as equipes de sondagens e coletas de solos", explica o engenheiro Massao Watanabe, diretor da EPT.

Após a vistoria é que se contrata o levantamento topográfico, que mostra níveis e irregularidades existentes no terreno, a pré-existência de sarjetas e guias, alinhamentos de edificações, e toda e qualquer depressão ou proeminência importante na hora de se definir o traçado da rua (projeto geométrico).


Estruturas hidráulicas

Em vias urbanas, os dispositivos de drenagem de águas pluviais são relativamente padronizados e constituídos por: sarjetas (para condução), bocas de lobo ou bocas de leão (para captação), poços de visita (para inspeção) e canalizações tubulares ou celulares (para a condução e ou lançamento). Em condições normais, os dispositivos hidráulicos restringem-se a sarjetas, bocas de lobo, poços de visita e canalizações. A largura da sarjeta, em geral, é definida em função da largura da via, sendo 0,30 m em vias de tráfego local e de 0,50 m em vias de largura superior a 7 m. Utilizam-se bocas de leão quando o local não permite a instalação de uma boca de lobo (não há espaço atrás da guia); nestes casos, são construídas sob a sarjeta.

Os poços de visita são padronizados em função do diâmetro das tubulações que recebe ou emite. As canalizações têm suas dimensões calculadas em função da vazão em cada trecho. O diâmetro máximo de tubos comerciais é de 1,50 m; se o canal superar essa dimensão, deve-se implantar galerias celulares de concreto.


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