Iniciados os estudos para a construção de ferrovia entre o Paraná e o Mato Grosso do Sul

Na última quarta-feira (21), foi autorizado pelo governador do Paraná, Beto Richa, o início dos estudos de engenharia e de viabilidade técnica, ambiental e econômica para implantação de uma nova ferrovia, com cerca de 1.000 km, entre o porto de Paranaguá, no Paraná, e Dourados, no Mato Grosso do Sul.

Quatro consórcios, entre os seis que se candidatam para a elaboração dos estudos, vão fazer os levantamentos. São eles: aB, constituído pelas empresas Bureau da Engenharia ECT Ltda, Hendal e Advice Concultoria e Serviços; o consórcio SSSE, formado pela empresa espanhola Sener Ingeneria e pelas nacionais Sener Setepla e Engefoto; o consórcio Egis-Esteio-Copel, do qual fazem parte a empresa francesa Egis Engenharia e Consultoria Ltda e pelas nacionais Esteio Engenharia e Aerolevantamentos S.A e Copel, e o consórcio formado por Sistemas de Transportes Sustentáveis – STS, Pullin e Campano Consultores Associados e Navarro Prado Advogados, pela consultoria Millennia Systems, dos Estados Unidos, e pela EnVia Technologies International.

A obra deverá ser executada em dois lotes, sendo que o primeiro tem 400 km e liga Guarapuava ao Litoral do Paraná, e o segundo, de 350 km, vai de Guarapuava até Dourados, passando por Guaíra.

Para Richa, a ferrovia será um grande avanço para o desenvolvimento do Paraná. “É uma ferrovia que não precisará inventar demanda. Ela vai transportar as riquezas do agronegócio produzidas não só pelo Paraná, mas também pelo Mato Grosso do Sul, facilitando o escoamento até o Porto de Paranaguá. Além disso, também vai conduzir parte da produção do Paraguai e da Argentina”, afirma.

A projeção é que haja crescimento de 450% no número de mercadorias que chegam a Paranaguá com o novo ramal ferroviário. “Acabamos com as filas de caminhões no porto e de navios, modernizamos equipamentos, como guindastes e shiploaders, que eram da década de 70, garantindo mais agilidade e velocidade na movimentação de cargas”, reforçou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Por Gabriel Gameiro

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