Potência variada é a chave do sistema implantado na capital amazonense

O QUE É
Para a modernização do parque de iluminação de Manaus, foram utilizados dois modelos: Street Light (V2) e Street Light (Pico-LE), ambos da Ledstar, marca criada em 2011 pela Unicoba. São produtos voltados para a iluminação de vias públicas, pátios e parques, que possuem uma potência típica que varia de 40 W a 240 W, podendo chegar a 320 W no caso do Street Light (V2). Conforme explica Peter Cabral, diretor de eficiência energética e smart cities da empresa, o projeto de Manaus compreende várias potências, que variam de acordo com as especificações e a hierarquia viária de cada município. Em termos gerais, quanto mais complexa uma via, maior a sua classificação. No caso de uma via local com pouco fluxo de veículos e pedestres, a posição na classificação também é mais baixa. “A norma brasileira de iluminação pública e luminárias de LED compreende valores específicos em termos de resultados para atendimento a cada uma dessas classificações viárias”, explica Cabral. Dessa forma, a partir do momento em que a prefeitura aufere o Plano Diretor Viário já se sabe quanto a Avenida Eduardo Ribeiro, por exemplo, deve entregar em termos de resultado de intensidade de iluminação (lux).

TEMPERATURA DA COR
Em relação à temperatura da cor, Peter Cabral, da Unicoba, explica que essa especificação exige uma uniformidade, cabendo ao contratante escolher apenas uma opção entre as três oferecidas (duas delas modelos de luminárias escolhidos para Manaus). Na cidade, foram utilizadas cores frias, que partem do branco-dinâmico para o azulado. Essa pode ser uma escolha meramente estética quando a luminária de LED é aplicada em um ambiente corporativo. No entanto, em uma via pública outros fatores devem ser considerados. “Existe a percepção de que as cores frias (de 4.000 K para cima) sugerem um nível de segurança melhor. Então há um esforço por parte dos administradores públicos em trabalhar com o branco-dinâmico e criar esse impacto, onde a cor induz e promove segurança”, afirma Cabral.

ILUMINAÇÃO GARANTIDA
Para Rafael Assayag, coordenador da UGPM Energia, a grande diferença do modelo da luminária de LED para as demais tecnologias é que a luminância permanece a mesma durante meses. “Enquanto o vapor metálico e o de sódio têm uma luminosidade inicial que vai se perdendo ao longo dos meses, o LED se mantém praticamente linear. A luminosidade apresentada no primeiro mês será a mesma no segundo, daqui a um ano, um ano e meio”, destaca Assayag. Outro ponto fundamental – que no caso de Manaus tem uma importância singular – é que em momentos de instabilidade da rede elétrica uma luminária de vapor metálico ou de sódio leva em média de 5 a 10 minutos para reacender. “O LED reacende de maneira instantânea. Do ponto de vista de segurança pública, isso é um ganho fundamental”, diz Assayag.

Desenho técnico das lâmpadas de LED usadas em Manaus

SENSAÇÃO DE SEGURANÇA
Rafael Assayag também destaca o fato de que, quando comparadas uma luminária de LED e uma de vapor de sódio, ambas com a mesma potência, a luminária de LED sempre vai aparentar ter melhor desempenho. É o que Peter Cabral, da Unicoba, chama de característica de trabalho óptico da luminária de LED, que faz com que a sensação do motorista ou do pedestre seja de uniformidade de luminância no piso. Explicando de maneira simples, evita-se áreas escuras como penumbras em uma via pública.Além das luminárias, a Unicoba desenvolve módulos de telegestão, que podem ser instalados nas luminárias visando à gestão e à telemetria, o que pode criar uma economia de energia adicional àquela que já aconteceu pela substituição por LED. “Em áreas onde há baixo movimento de veículos, em determinado horário da madrugada, é possível diminuir automaticamente a intensidade das luminárias, o que gera uma economia adicional de carga”, explica Cabral, citando apenas um dos vários exemplos de regras que podem ser adotadas com a telegestão.

Plano Diretor Viário estabelece parâmetros para iluminação pública em Manaus

Por Dirceu Neto

Comunicado aos Assinantes PINI!

Clique aqui.