Escolhido consórcio que vai estudar o processo de desestatização da Cedae, no Rio de Janeiro

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou na última terça-feira (15) que o consórcio composto pelo Banco Fator S/A, Concremat Engenharia e Tecnologia S/A e Vernalha Guimarães & Pereira Advogados Associados foi o vencedor da licitação para a escolha da consultoria que vai estudar a desestatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio de Janeiro.

Realizado por meio de pregão eletrônico, a concorrência recebeu um lance de R$ 6,787 milhões do grupo, o equivalente a 75,12% de deságio em relação ao valor máximo estimado pelo BNDES, de R$ 27,273 milhões. Após a assinatura do contrato, que deverá acontecer nas próximas semanas, o consórcio terá sete meses para conclusão de seus trabalhos.

Além do Banco Fator S/A, Concremat Engenharia e Tecnologia S/A e Vernalha Guimarães & Pereira Advogados Associados, apresentaram lances na licitação: BF Capital Assessoria em Operações Financeiras LTDA; Promon Engenharia LTDA; Projconsult Engenharia de Projetos LTDA; Deloitte Touche Tohmatsu Consultores LTDA; Hidroconsult Consultoria Estudos e Projetos LTDA; Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE); Pricewaterhousecoopers Serviços Profissionais LTDA; Sener Setepla Tecnometal Engenharia e Sistemas S.A.; Serenco – Serviços de Engenharia Consultiva LTDA. – EPP; e Priori Serviços e Soluções, Contabilidade Eireli – ME.

A licitação para a contratação de serviços técnicos especializados teve o objetivo de solucionar os atrasos na folha de pagamentos por parte do Governo do Rio de Janeiro e retomar as condições econômicas, financeiras e sociais da Cedae.

Recentemente, o BNDES anunciou a participação nas ações da companhia com empréstimo de R$ 3,5 bilhões ao governo até que seja definido o modelo de desestatização da companhia. O banco ainda afirma que para garantir o sucesso da solução pela consultoria será necessária a adesão do projeto de soerguimento do Estado pelos setores públicos e privados, apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, apoio do Governo Federal e “razoável certeza” de fluxo de caixa do Estado até o completo saneamento financeiro.

Por Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb.