Produção em série dos módulos de concreto pede rigor no içamento e posicionamento das peças. Conheça a barreira utilizada na Tamoios

 O QUE É 
A barreira pré-moldada NJ100, amplamente utilizada na Rodovia dos Tamoios, não tem sido mais fabricada pela Segurvia. O produto que a substitui agora é o Segur ET100. Segundo explica Eduardo Di Gregorio, diretor da empresa, são modelos parecidos, mas o perfil de rolagem embaixo da estrutura é diferente devido a um aperfeiçoamento após crash testes realizados na Itália.

Vista do perfil da peça pré-moldada de concreto. A conexão dos módulos é feita por estrutura metálica

“Esse produto novo tem a função de mover a roda, projetando o veículo sobre a estrutura e o redirecionando novamente para a pista”, afirma o diretor. O Segur ET100 é formado pela mesma estrutura que o NJ100: concreto pré-moldado de alto desempenho na quantidade de 1,5 m³ e 117 kg em barras de aço, o que dá um peso total de 3.700 kg. O componente tem 1 m de altura e 6,20 m de comprimento. A parte superior possui 0,15 m de largura e a base tem 0,62 m de largura, conferindo à estrutura um formato de uma letra T ao contrário. Cada módulo possui quatro passagens de água para drenagem da via.

Estrutura de aço garante a resistência à tração dos módulos de concreto

 

Perfis já curados, prontos para o transporte e instalação na Rodovia dos Tamoios

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 VANTAGENS DO MATERIAL 

Outro ponto importante é a resistência do concreto utilizado, que geralmente chega a 16 MPa nas primeiras 16 horas e supera 45 MPa requerido pelo projeto aos 28 dias, podendo chegar até a 50 MPa. Essa resistência é bem maior do que a do produto fabricado in loco e também acima da recomendada atualmente pela ABNT NBR 15486‐2016, norma brasileira que dispõe sobre segurança no tráfego com diretrizes de projeto e ensaios de impacto para dispositivos de contenção viária, e pela ABNT NBR 14885-2016, específica sobre barreiras de concreto. As normas brasileiras têm como referência a europeia EM 1327 e a americana NCHRP 350. Diferentes inclinações na base garantem uma das principais vantagens da barreira pré-

moldada: que o veículo suba e retorne ao seu trajeto inicial. “Com isso, você acaba diminuindo o acidente secundário, ou seja, se o carro que está atrás também está em alta velocidade, consegue frear antes de encostar no carro da frente, que atingiu a barreira”, explica Paulo Gori, engenheiro da Segurvia. Vale lembrar que, ao contrário dos outros sistemas de segurança, os módulos não são fixados na pista. Essa característica dá flexibilidade à barreira em caso de colisão. “O sistema formado absorve o impacto e também diminui a energia cinética da colisão. Isso traz vários benefícios aos passageiros do veículo e ao próprio veículo, porque os danos são menores”, afirma Di Gregorio, diretor comercial da Segurvia. A mesma flexibilidade garante melhor desempenho quando há a necessidade de remoção dos módulos. Isso acontece quando a peça precisa ser substituída devido a um acidente ou quando o produto é instalado visando primeiramente à proteção do canteiro de obras. Assim que a obra for concluída, a barreira pode ser remanejada para o destino final. Segundo levantamento da empresa, já foram implantadas mais de 250 quilômetros de barreiras pré-moldadas nas pistas de seis estados do Brasil, em rodovias como a BR-277/PR, Imigrantes (SP-160), Tamoios (SP-099), Ayrton Senna (SP-070), BR-116/RS-SP, Anhanguera (SP-330), Rodoanel Mário Covas (SP-021) e Rodovia Raposo Tavares (SP-270).

Transporte cuidadoso: o içamento mecânico dos módulos garante posicionamento correto
O travamento das peças após o içamento é feito de forma manual