Duplicação da rodovia SP 360, que integra a Rota das Bandeiras, exigiu obras de contenção e drenagem em que foram especificados canais de gabiões e muros de terra armada

As histórias dos bandeirantes e suas expedições para explorar o território interiorano do estado de São Paulo inspiraram o surgimento da Concessionária Rota das Bandeiras, responsável pela gestão de uma malha viária de 297 quilômetros que compõe o Corredor Dom Pedro. Localizado num ponto estratégico para o escoamento da produção agrícola nacional, esse corredor comunica o Vale do Paraíba com a Região Metropolitana de Campinas e o Circuito das Frutas, próximo da cidade de São Paulo. Engloba 17 municípios de uma das áreas mais ricas do país, com 2,5 milhões de habitantes, e abrange cinco rodovias paulistas, entre elas, a SP 360, que vai de Jundiaí a Águas de Lindoia.

No trecho entre os quilômetros 67 e 81 da SP 360 (Jundiaí-Itatiba), a concessionária Odebrecht TransPort, por meio da Construtora Norberto Odebrecht, promoveu obras de duplicação da rodovia – o trabalho na faixa que atravessa uma área bastante urbanizada, com vários estabelecimentos comerciais e residenciais lindeiros, teria exigido uma série de desapropriações imobiliárias e provocado muitos transtornos aos usuários não fosse a utilização de métodos de contenção geotécnica e a projeção de canais para o escoamento adequado das águas pluviais.

DIVULGAÇÃO ODEBRECHT
Canal de gabião (estrutura flexível de grande durabilidade e resistência) com capacidade drenante de 244 metros de extensão. Produzido com malha de fios de aço preenchidos com seixos e pedras britadas, é parte essencial das obras de duplicação da SP 360

Aterro contido
No que diz respeito às contenções, a construtora lançou mão de um canal de gabião paralelo às pistas, na altura do quilômetro 76 da rodovia. Com 243,58 m de extensão e 2 metros de largura, os gabiões foram executados para conter aterro onde havia restrição de largura em razão do limite da faixa de domínio (propriedades e vias locais).

Segundo a Odebrecht, dessa forma, foi possível viabilizar o alargamento da plataforma da rodovia para a sua duplicação. O canal, de base retangular, tem altura 1,5 : 1,0 (H:V).

Outras opções técnicas teriam sido muros de terra armada, muros de concreto à flexão ou contenções com solo envelopado – nem sempre o gabião é a solução mais barata, mas neste caso, diante de um estudo de viabilidade técnico- econômica, a concepção do projeto apontou-o como melhor custo-benefício.

Técnicas combinadas
Em outros pontos do trecho duplicado da SP 360, o sistema de contenção assumiu a forma de muros de terra armada, que nada mais são do que um muro de gabião ao qual é associado um reforço de tela metálica atrelado à malha das caixas. Isso permitiu que a estrutura final trabalhasse melhor a gravidade, permanecendo ancorada ao aterro lateral.

Os muros de terra armada servem na construção de contenções escalonadas ou totalmente verticais – como é o caso do Muro 07, na altura do quilômetro 73 da SP 360, com 127 m de extensão, 1 metro de largura e altura máxima de 8 metros.

Tanto o canal quanto o muro poderiam ter sido substituídos por outras metodologias de contenção; no entanto, não sem trazer maiores custos às obras de duplicação.

Segundo a Odebrecht, não só o peso sobre o orçamento, mas também as condições locais de solo e de estabilidade permitiram optar, num caso ou no outro, por soluções técnicas com gabiões.

Localização da obra
Duplicação da Rodovia SP 360, entre os quilômetros 67 e 81, trecho compreendido entre as cidades de Jundiaí e Itatiba. Por se tratar de área urbanizada, com vários estabelecimentos comerciais e residenciais, o que diminui as áreas para desapropriação e transtornos ao usuário, foi necessária a utilização de obras de contenção geotécnica ao longo da rodovia, bem como canais para destinação adequada das águas pluviais

DIVULGAÇÃO ODEBRECHT

Por: Giovanny Gerolla

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